As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 10/07/2019
Atualmente, a sociedade parece ter que se conformar com uma triste realidade no momento em que leêm os jornais ou ligam a TV: as dificuldades do acolhimento de refugiados. Todos os anos milhares de pessoas deixam seus países buscando reconstruir suas vidas, porém, nem sempre essa é a realidade encontrada. Nesse cenário, as ações sociais afirmativas seguem como medida vigente e necessária.
Segundo o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), 57% de todos os refugiados vêm da Síria, Afeganistão e Sudão do Sul, sendo a Síria o principal ponto de origem de emigrantes em nível global. Nesse contexto, é possível observar que guerras, pobreza extrema, repressão religiosa e política são alguns dos motivos são alguns dos principais fatores que levam pessoas a arriscarem suas vidas para emigrar.
Mesmo o Brasil sendo um dos países que mais acolhem refugiados, políticas de enfrentamento ainda são necessárias, pois, emigrantes ainda sofrem. Centenas de casos de xenofobia são registrados por todo o país, como o caso do refugiado sírio, Mohamed Ali, residente no Brasil há três anos, que foi hostilizado e agredido verbalmente em Copacabana, região nobre do Rio de Janeiro, enquanto trabalhava. Nesse cenário, o medo e a sensação de desproteção daqueles que deixam seus países em busca de uma vida melhor continua sendo algo comum, provando que as leis já existentes de amparo ao refugiado não são aplicadas de forma correta.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. É necessário que o Governo Federal invista na criação leis mais eficientes, que substituam as antigas, e que pessoas que cometem crimes como esses, sejam punidas de forma mais rigorosa. Também é necessário que seja investido em políticas de conscientização, como palestras, para que assim, as pessoas passem a acolher mais os refugiados, que saíram de seus países em busca de recomeçar suas vidas.