As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 09/07/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza pelo problema do outro. Conquanto, se observa a questão dos refugiados nos países, verifica-se que o ideal Iluminista não está desejavelmente sendo aplicado na pratica e a problemática persiste tristemente ligado a realidade das nações. Com isso, fica claro o impasse, seja pela visão civil, seja pela proteção estatal.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que refugiado é toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição por distinção de opinião, religião, raça etc., encontra-se fora de seu país de origem não podendo ou não querendo regressar ao mesmo. Assim sendo a necessidade a maior causa da saída do país de origem como é relatado pela ONU “a crise humanitária dos refugiados é maior crise da nossa era’, logo o acolhimento e respeito sejam imprescindíveis para alcançar uma sociedade integrada.
Outrossim, vale ressaltar a lógica de Thomas Hobbes, a qual pontua o Estado como responsável pela harmonia coletiva, sendo a Alemanha um exemplo da aplicação de tal pensamento, por oferecer estrutura de acolhimento aos refugiados ,mas há de se considerar a atual situação econômica do país, pois com poucos recursos não como ajudar de maneira eficaz.
Indefere-se, portanto, a necessidade de medidas que revertam o contexto. Nesse caso, cabe à ONU, aliada ao direcionamento de verbas pelo integrante da mesma, a ampliação do acolhimento do refugiado, por meio da criação de centros que ofereçam recursos básicos, como alimentação, a fim de atenuar a inobservância governamental. Ademais, cabe às associações comunitárias o estímulo à tolerância com o uso de projetos lúdicos, como amostras fotográficas acerca dos refugiados, para desconstruir a ordem social vigente.