As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
No filme “Elysium”, uma parte da população mundial vive em uma nave que simula a terra, nessa cápsula artificial não há doenças nem guerras, enquanto a parcela pobre da humanidade não é autorizada à viver em Elysium e continua no planeta natal, com guerras, doenças e poluição extrema. Nesse novo mundo, não há espaço nem oportunidade para refugiados. A trama, retrata uma chaga presente no mundo, a dificuldade que existe em acolher pessoas refugiadas. Isto posto, vale analisar os intempéries que travam a solução da problemática, como o preconceito enraizado na população e a falta de programas sociais.
Aplicando a frase de Nelson Mandela que diz “Para odiar é preciso aprender” à relação do preconceito que existe com pessoas díspares, tem-se a notoriedade de que essa ação vem de tristes exemplos do passado, como o Apartheid, regime de segregação jurídica que superiorizava os brancos em relação aos negros. Logo, baseando-se no exposto, quando refugiados tentam um recomeço em outro país o preconceito que os nativos exercem sobre eles, em se sentir superiores e não os aceitar, torna-se um obstáculo para os imigrantes.
Além disso, por falta de programas sociais muitos desses refugiados não são relocados na sociedade, não trabalham, nem conseguem estudo. Como exposto pela ONU, os migrantes se tornam um problema maior quando não coloca-se em prática soluções realistas. Tendo vista que, eles não tem pretensão de voltar ao seu país de origem, mantê-los em instalações não irá ajudar, já que, eles se tornam um passivo para o governo, estando “presos” nessas instalações temporárias, causando prejuízo para o Estado.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para diminuir as dificuldades do acolhimento de refugiados. Urge-se que o Ministério da Educação, juntamente com as secretarias de educação municipais elabore um plano de conscientização dos alunos e cidadãos, sobre o legado histórico do preconceito com pessoas díspares, por meio de palestras ministradas por imigrantes e professores de história, com o intuito de educar sobre respeito e inclusão. Ademais, o Ministério Público, junto com o Ministério do Trabalho e da Educação, elaborem programas sociais visando a introdução dessas pessoas nas escolas, para aprender o idioma, receber educação e posteriormente estar apto para o trabalho digno, para os adultos, a realocação na sociedade pode ser feita dando oportunidades para exercer uma profissão que já tenha conhecimento ou a introdução em escolas técnicas, dessa forma deixam de ser um passivo para o governo e tornam-se um ativo. Com isso, a realidade de exclusão que está presente em Elysium, continuará apenas na ficção.