As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 14/07/2019
A questão dos refugiados foi observada com mais precisão no período do século XX, no qual surgiu os governos totalitários como o nazismo, na Alemanha, que perseguia e aprisionava pessoas consideradas “diferentes”. Na contemporaneidade, pode-se perceber um aumento dos asilados devido a manutenção das perseguições, o que ocasiona uma grande dificuldade no acolhimento por causa da rigidez das diretrizes dos países e a xenofobia contra esses povos.
Inicialmente, é importante ressaltar a existência do Estatuto dos Refugiados, de 1951, que garante a qualquer pessoa, em caso de necessidade, possa exercer o direito de procurar e receber refúgio em outro pais, mas, nota-se, na atualidade, a negligência desse direito. Isso ocorre, pois há um fortalecimento das diretrizes dos locais que são destinos desses grupos de refugiados. Com isso, são negados diversos pedidos de asilo, o que eleva o número de asilados no mundo. Tendo como exemplo disso, os dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), no qual afirma que, no final de 2018, aproximadamente, 70,8 milhões de pessoas encontraram-se fora de seus locais de origem em resultado das perseguições.
Outro desafio enfrentado pelos expatriados está relacionado com o fortalecimento de ideias xenófobas, uma vez que, acreditam que essas pessoas asiladas tomarão os ofícios na sociedade. De acordo com Zymunt Bauman, os refugiados simbolizam nossos piores medos. A frase do sociólogo polonês mostra que, as pessoas repudiam esse grupo por não quererem estar a mesma situação na qual esses povos vivenciam e, consequentemente, tratam-os de forma preconceituosa.
Portanto, para que seja efetivo o acolhimento dos refugiados é necessário que o Governo Federal em parceria com a ACNUR, fomentem propagandas governamentais acerca dos asilados, por meio de representantes desses grupos, a fim de desmistificar o papel deles na sociedade, para que seja minimizado ideias que expressem xenofobia.