As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/07/2019
O termo refugiado refere-se ao indivíduo que foi obrigado a sair de sua terra natal por qualquer tipo de perseguição viabilizando abrigo. Nessa perspectiva, os intensos conflitos e guerras civis, a violação dos direitos humanos e as más condições de vida têm levado milhares de pessoas a fugirem para outras localidades. Entretanto, a vinda dos imigrantes em um determinado território nem sempre é aceito, devido a fatores como aversão ao estrangeiro e sentimento de ocupação.
O escritor Castro Alves, em seu poema “Navio Negreiro”, retrata a mortandade que ocorria no transporte dos escravos africanos. Em pleno século XXI, a situação não é diferente com os fugitivos que atravessam o mediterrâneo em embarcações precárias, visto que os poucos que conseguem vencer essa situação se deparam com a xenofobia, que impede a recepção desses estrangeiros em muitos lugares. Ademais, os nativos afirmam que os estrangeiros desfrutariam dos recursos e infraestrutura locais sem contribuir para isso, já outros enxergam a possibilidade de que os migrantes disputem com eles as oportunidades de emprego, o que resulta um preconceito pré definido que revigora em atitudes agressivas.
Ademais, é importante ressaltar, ainda, que a carência de ações direcionadas a um programa migratório que chega ao país, dia após dia, é um grande impulsionador do problema. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, um meio de comunicação deve ser de que, pelo meio da justiça, o tenha recebido atenção na sociedade. Nesse contexto, torna-se necessário que o Brasil, como país signatário da Declaração de Direitos Humanos dos Refugiados da ONU, desenvolvam uma iniciativa que visa melhorar o problema dos refugiados bolivianos, principalmente nos estados com maior fluxo. Paralela a essa lógica, a implementação do conhecimento é um dos meios de maior destaque para a resolução dessa negligência, devido ao fato que o sentimento de aversão nem sempre é fruto de preconceito e sim de uma má formação cultural enraizada desde a infância.
Portanto, os preconceitos e as discriminações precisam ser combatidos e a integração social deve ser promovida para minimizar o cenário atual. Logo, é essencial que as ações governamentais com o apoio midiático atue na causa, respectivamente, ampliando a possibilidade com oferta de emprego aos refugiados em áreas onde a mão de obra é escassa, para que o migrantes tenham apoio estatal além de existir um intuito de equilibrar divergências. Além disso, a mídia e nas redes sociais devem viabilizar campanhas e comerciais de cunho educacional e social sobre as dificuldades enfrentadas pelos fugitivos e o quanto eles podem contribuir culturalmente para a sociedade. Dessa forma, poder-se-à verificar uma sociedade mais empática e progressiva.