As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 14/07/2019

A migração e recepção de pessoas em diversos países sempre foi motivo de preocupação governamental. Porém, parcela significativa desse contingente humano trata-se de povos que se deslocam fugindo de guerras, violências e perseguições tornando essa realidade apavorante, o que se deve às enormes dificuldades imputadas ao processo que permita reconstrução e inserção social dos refugiados.

Primeiramente, confirma-se em dados da Agência da ONU - ACNUR que 25,4 milhões de pessoas exiladas no mundo estão distantes de seu local de origem impedidas de retornarem por medo de retaliações. Fato esse agravado pela separação de famílias, abandono de pertences e enorme quantidade de crianças presentes que estão afastadas de seus pais e instituições de ensino,  tornando-se vulneráveis à exploração sexual e ao trabalho infantil.

Além disso, a chegada como ilegais e o reconhecimento da frágil condição de refugiados não têm impedido manifestações xenofóbicas e discriminatórias no novo país. Soma-se a isso os obstáculos na adaptação à nova língua, cultura, acesso a direitos sociais básicos e principalmente colocação no mercado de trabalho, empurrando-as, quase sempre,  para posição de dependentes de ajuda humanitária.

Portanto, a situação assustadora vivida pelos apátridas e atuação para acolhimento têm sido pauta recorrente de muitos países. A fim de minimizar o impacto psicológico e o processo de reestruturação de suas vidas, é imprescindível que representantes e agências governamentais, através de  ações globais e coletivas aprimorem suas legislações elaborando políticas e diretrizes voltadas à promoção, à proteção e à defesa dos direitos humanos de refugiados e imigrantes. Ademais, ONGs e iniciativas privadas podem através de campanhas nas redes sociais, televisão e rádios promover conscientização da sociedade e torná-la parte ativa e facilitadora do método que oferte cidadania.