As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 14/07/2019

Hordienamente, as dificuldades em torno do acolhimento de refugiados revelam-se, principalmente, como um problema de caráter social que afeta constantemente tais indivíduos. Isso se deve, sobretudo, à existência de sociedades intolerantes, marcadas por esteriótipos xenofóbicos, bem como à falta de diretrizes que garantam os direitos básicos para refugiados e imigrantes. Logo, são imprescindíveis mais ações dos órgãos sociais e governamentais, visando o enfrentamento do impasse.

A princípio, nos últimos anos, a questão do acolhimento de refugiados passou a ser um dos principais desafios sociais em escala global. Dessa forma, os problemas relacionados aos esteriótipos xenofóbicos gerados pela sociedade, sobretudo, a partir de concepções de origem cultural, étnica e religiosa, somado a atitudes que excluem, violentam e discriminam tais indivíduos, representam o temor de alguns cidadãos, os quais afirmam que os benefícios públicos oferecidos aos refugiados prejudicam os direitos dos brasileiros. Conforme preconizado por dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, houve um aumento 633% no número de denúncias relacionadas à violação dos direitos de imigrantes - xenofobia. Tal cenário configura um grave problema social que deve ser solucionado.

Outrossim, é imprescindível destacar o papel das ações governamentais no combate a essa temática, já que, assim como preconizado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, se a sombra da precariedade é comum, a busca de soluções humanizantes e transformadoras também pode ser. No entanto, é notório o cenário de instabilidade social desses indivíduos, evidenciando a ausência de acesso à saúde, educação, moradia e inclusão no mercado de trabalho, que estimula tais refugiados à se submeterem ao trabalho escravo.

Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar as dificuldades do acolhimento de refugiados. Para tanto, as instituições de cunho migratório, como ACNUR - Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados e o CDIHC - Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, juntamente com o Ministério da Educação, devem promover políticas públicas de esclarecimento e intervenção social nas escolas, por intermédio de campanhas integradas por pais e professores, a fim de desconstruir esteriótipos que reforçam o preconceito contra refugiados. Além disso, cabe ainda ao Governo Federal, investir em órgãos especializados no atendimento específico destes indivíduos, como o CRAS, por meio da construção de mais unidades, visando auxiliar no processo de integração social.  Com isso, é possível minimizar as dificuldades enfrentadas pelos refugiados.