As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 11/07/2019

Medo. Fome. Guerra. Perseguições. São essas as principais e mais alarmantes condições que obrigam uma pessoa de forma direta ou indireta a sair do seu país de origem e conseguir abrigo e proteção em outro local, tornando-se um refugiado. Diferente dos imigrantes que se deslocam principalmente para países desenvolvidos, os considerados como “Primeiro Mundo”, em busca de melhores condições financeiras, procuram recomeçar ou melhoras suas vidas por opção própria, sem a presença de fatores externos que coloquem em risco a vida dos mesmos. Dessa forma, além da dificuldade de ser obrigado a ir embora, o refugiado ainda encontra sérias dificuldades em ser acolhido.

Em primeiro lugar, torna-se necessário destacar que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2014, calculou que havia no mundo, 59,5 milhões de pessoas desalojadas por guerras, perseguições políticas ou étnicas - um número antes visto apenas durante a Segunda Guerra Mundial. Além dos riscos que os indivíduos enfrentam para chegar no local desejado, os refugiados vem sendo muitas vezes recebidos com desconfiança e aversão, o que define o xenofobismo, que muitas vezes é acompanhado de uma discurso extremamente racista. Tal agravante é concebido através da ideia de que o estrangeiro está vindo para “roubar” o emprego da população local, um fator que cada Governo deve desmistificar em cada território.

Não apenas isso, mas também é de suma importância ressaltar que o refúgio é um direito que consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outros protocolos e convenções da ONU (Organização das Nações Unidas). Portanto, países signatários desse documento assumem o compromisso de acolher os estrangeiros perseguidos, porém a condição de fornecer o asilo já é uma decisão soberana de cada região. Sendo assim, ao ser negado o pedido de permanecer no país, o refugiado retorna aos perigos que corria em sua nação de origem, torna-se um imigrante ilegal ou busca um outro local em que será aceito.

Esse contexto afeta diretamente o desenvolvimento humano e social do mundo como um todo, fato que exige uma nova política internacional. Em vista disso, a ONU e seu comissariado de Direitos Humanos, precisa fiscalizar de maneira mais afetiva - abrindo canais virtuais para denúncias - e criando leis para garantir que os países signatários estão recebendo os refugiados de maneira apropriada, e caso não esteja a Nação sofrerá alguma forma de punição conforme definida na Lei. Ademais, os líderes mundiais precisam incentivar uns aos outros para que mais locais assumam a mesma postura que a do governo brasileiro em 2012, em que foi criado um  visto especial de 5 anos, o visto humanitário, sem requisitos e que dá oportunidade a todos os refugiados.