As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
É pertinente na história a existência de conflitos que obrigam o deslocamento de pessoas para outros territórios, ocasionando discrepâncias entre os envolvidos. Zygmunt Bauman em uma de suas últimas reflexões, analisou a crise dos refugiados evidenciando que não é possível omitir suas presenças. Entretanto, é latente a violência e perseguição aos refugiados, mesmo estando distantes de sua terra natal, pois a sociedade os vê como a ‘‘personificação de seus medos’’, o que implica na exclusão social, negação de empregos e consequentemente uma “falsa consciência” de que eles não existem. Medidas devem ser tomadas a fim de atenuar esse problema.
Sabe-se que durante a segunda guerra mundial, o Nazismo obrigou o deslocamento de milhares de judeus - por conta de sua religião. atualmente o contexto não alterou-se muito, já que conflitos por diferença religiosa, politica, ideológica ainda são bem populares, à exemplos: a guerra civil no Sudão, onde muçulmanos e não muçulmanos se confrontam a mais de 40 anos por motivação étnica, racial e religiosa… deixando mais de 1 milhão de refugiados; na Nigéria, cristãos e muçulmanos desde de 2002 conflituam em virtude da adoção à Sharia - lei islâmica - principal fonte de legislação nos estados do norte, tal conflito já matou mais de 10 mil pessoas e milhares estão refugiados. Segundo dados da ONU, no ano de 2019, cerca de 70,8 milhões de pessoas estão em situação de deslocamento forçado no mundo.
Países da Europa aderiram à causa dos refugiados, porém enfrentam a aversão de alguns cidadãos. Os tais afirmam que esses estrangeiros desfrutariam dos recursos e infraestrutura locais sem contribuir para isso. Já outros enxergam a possibilidade de que os migrantes disputem com eles as oportunidades de emprego. Consequentemente, torna-se penosa a situação vivida pelos apátridas, ao passo que não é ofertado oportunidades para construção de uma nova perspectiva de vida, acabam sendo obrigados a submeterem-se à rotinas degradantes na busca pela sobrevivência. Nessas condições, salienta-se que a sociedade deve ter mais empatia com os semelhantes, ao invés de buscar formas de inferiorizá-los.
Portanto, os preconceitos e as discriminações precisam ser combatidos e a integração social deve ser promovida.Ações governamentais que possibilitassem a oferta de empregos aos refugiados em áreas onde a mão de obra é escassa seria uma forma de equilibrar divergências. Na mídia e nas redes sociais, campanhas que conscientizassem a população sobre as dificuldades enfrentadas pelos expatriados e o quanto eles podem contribuir culturalmente para a sociedade são imprescindíveis. Assim, eles poderiam ser bem acolhidos, superando-se a xenofobia.