As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 13/07/2019
“Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida”, foi o que disse o ator Paulo Autran. Porém, nem todos pensam como tal, e, infelizmente, muitos ainda insistem em colocar barreiras - literalmente ou não - para impedir a entrada de novas culturas e novas pessoas num país, sem nem mesmo se colocar no lugar daqueles que passam por situações difíceis: os refugiados. Esses, que se deslocam por necessidade, acabam em condições mais precárias e desumanas, o que se torna um impasse mundial a ser resolvido.
Em primeira análise, é preciso entender que pessoas estão saindo de seu local de origem devido a alguma perseguição e precisam ser abrigadas dignamente. A partir daí não deve existir xenofobia nem medo de que tomem seus empregos. No entanto, uma das principais dificuldades que os estrangeiros encontram é justamente a barreira do preconceito, e esta precisa ser derrubada. Percebe-se isso muito nitidamente nos países europeus, como por exemplo, em uma das justificativas da Inglaterra para sair da União Europeia (Brexit): a de que os estrangeiros estão descaracterizando o país. Notoriamente eles não enxergam a alta contribuição que povos diferentes podem oferecer.
Sem dúvidas, uma grande quantidade de pessoas chegando numa só região pode ser prejudicial, pois sem a devida organização, nem os habitantes, tampouco os imigrantes conseguirão ter uma vida digna. Portanto, é importante organizar o destino dos mesmos, e a ONU já vem tentando algo por meio de seus encontros - logo, o que falta é a aderência dos países para promover um lugar melhor aos refugiados e, claro, uma melhor integração e relacionamento entre os moradores do respectivo destino. Segundo dados divulgados em um dos encontros da Organização das Nações Unidas, os refugiados costumam ficar, em média, 17 anos em um campo de refugiados (o qual era pra ser temporário), e poucos são os que os acolhem de verdade e fornecem a eles o necessário, como por exemplo a ONG Cáritas Brasileira.
Portanto, para resolver o problema das dificuldades de acolhimento dos refugiados, é mister que a ONU reúna os representantes de cada país e defina, através de estimativas com base nos anos anteriores, o número de refugiados que cada nação pode se dispor a abrigar (de modo que consigam acolher a todos) por meio de acordos e um comprometimento real, a fim de promover um mundo melhor e mais humano para esta parcela da população - sendo que em um dos dias de reunião, integrantes da ONU devem apresentar a todos as vantagens de receber outros grupos étnicos no país, falar da importância da dignidade (apoiada na Declaração Universal dos Direitos Humanos) e incluindo a mobilização da mídia durante a semana de acordos, para assim, colher bons resultados.