As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 15/07/2019

Em uma conferência em 1951, após a Segunda Grande Guerra, a ONU, Organização das Nações Unidas, atribuiu uma nova definição ao termo refugiado. Defini-se, agora, pessoas que são forçadas a deixarem seus países por motivos repulsivos, como fome, guerra, perseguição de cunho político, religioso e, até mesmo, sexual. Reflexo dessas migrações forçadas, são os milhares de campos de abrigos para refugiados e os intensos transtornos acometidos nas fronteiras de Estados Nacionais.

Embora haja campos para acolher refugiados, são poucas as nações que apresentam uma política para tentar amenizar esse quadro. Por exemplo, a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, o acesso à saúde e educação, são de baixa ocorrência, prova disso, são as filas que perpetuam a espera pela avaliação de pedidos de asilo e faz com que, muitas vezes, os refugiados sejam obrigados a aguardarem por anos ou, até mesmo, décadas, visto a falta de alternativa, uma resposta do governo.

Além disso, a maioria dos países procurados por refúgio, possuem tensões agravadas em suas fronteiras territoriais, seja pelo sentimento xenofóbico de alguns nativos nacionais ou pela tentativa de entrada ilegal  de refugiados nesses países. Visto o desespero de fugir do horror vivido em suas nações, muitas dessas pessoas têm suas vidas ceifadas ao tentar atravessar fronteiras de zonas desérticas, como a dos Estados Unidos e México, por exemplo, ou morrem afogados em naufrágios de embarcações clandestinas que tentam cruzar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa, na fuga de conflitos armados no Oriente Médio.

Portanto, a onda de refugiados não é um processo natural, e uma tentativa para atenuar essas migrações forçadas são as intervenções diplomáticas e humanitárias da ONU nos países que possuem zonas de conflitos, alinhados aos governos dos países responsáveis por seus refugiados que deverão aplicar políticas de inserção dessas pessoas a sua sociedade, bem como o combate a xenofobia, para que lhes proponham uma chance de reestruturação e condições dignas de existência.