As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 14/07/2019

De acordo com a ONU, denomina-se refugiado todo cidadão que sai do próprio país de origem por motivos de guerra, perseguição e violência, como ocorreu durante as duas grandes guerras mundiais, no século XX. Nos dias atuais, a crise de refugiados ainda faz-se presente, haja vista os obstáculos no processo de acolhimento dos mesmos, devido à deficiência das medidas governamentais de inclusão, bem como o sentimento xenofóbico presente em diversos indivíduos de diferentes países.

Em primeira instância, o aumento do número de refugiados no mundo acarreta um alargamento nas dificuldades de recebimento nos países destino. Logo, as políticas inclusivas tornam-se incapazes de acompanhar a demanda dos novos indivíduos, os quais são submetidos a precárias condições de moradia e trabalho. Tal fato atrelado à necessidade dos refugiados de anexarem-se em um novo país corrobora um cenário de favelização socioespacial, realidade discutida em um encontro da ONU (Organização da Nações Unidas) em Nova York, como condição a ser solucionada a nível mundial.

Ademais, o sentimento de repulsão à estrangeiros presente em muitos países é um empecilho à boa convivência com os novos indivíduos. Dessa forma, de acordo com o sociólogo do século XX, Gilles Lipovetsky, em sua teoria “A Era do Vazio”, os indivíduos do mundo atual vivem em uma realidade na qual prevalece o individualismo em detrimento do bem comum ou do bem ao próximo. Tal perspectiva acarreta uma sociedade despreocupada com o acolhimento aos refugiados, os quais, vítimas da forte xenofobia, são marginalizados social e espacialmente.

É necessária, portanto, uma análise plausível em torno do acolhimento aos refugiados no mundo. Para atenuar tal problemática, o Poder Legislativo deve criar leis de integração para tais indivíduos, por meio de vagas empregatícias e escolares destinadas exclusivamente aos mesmos, as quais vão de acordo com a necessidade das empresas nacionais, para que os refugiados se tornem cocriadores e integrados à sua nova cidade e não se sintam excluídos e favelizados socioespacialmente.