As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 15/07/2019

É inegável o fato que existem dificuldades no acolhimento aos refugiados, por causa da ineficácia das medidas dos Estados em proporcionar melhores condições de asilo, fator esse que acresce, gradativamente, causando graves consequências e vítimas dessa atitude, sendo agravada pela xenofobia e pela pouca infraestrutura em unidades de acolhimento. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas  e à intolerância frente essa temática.

Em primeiro plano, é notório que, apesar da existência da Declaração do Direitos Humanos, a qual defende os privilégios de locomoção e residência, além de o direito á saúde, educação, segurança e ao bem estar social. Entretanto, na prática há um enorme descaso dos órgãos governamentais em ofertar essa realidade, já que o refugiado que deixou seu país de origem, por causa de perseguições, fugindo das guerras civis e preconceito quanto raça e religião, sendo submetido à locais de concentração nos quais não são disponibilizados saneamento básico, meios de inserção na nova sociedade e condições de qualidade de vida. Consequentemente, danos a saúde desses indivíduos são apenas produto de uma total falta de respeito humanitária em gerir esse cenário cruel.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a xenofobia uma forma de preconceito que produz efeitos negativos nos diferentes setores conectados à sociedade. Essa realidade está, diretamente, atrelada a inserção do conhecimento sobre haver novos povos de diferentes credos, pensamentos, religiões e modos de vida que na contemporaneidade as instituições de ensino não esclarece aos jovens que o discernimento do diferente não é ser inferior. Por conseguinte, aversão à outra nacionalidade representa mais um mecanismo desfavorável para o processo de acolhimento de refugiados, porque fortalece a desigualdade e a exclusão social.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adição de medidas capazes de intervir nessa problemática que afeta milhões de pessoas. Logo, cabe aos Estados de cada país realizarem investimentos nas políticas públicas de recepção ao refugiado através da criação de um fundo internacional, o qual todos os países podem investir recursos financeiros para elaborar planejamentos de infraestrutura e acolhimento, a fim de erradicar as más condições ofertadas atualmente e propiciar qualidade de vida e conforto para aquela pessoa que largou tudo para iniciar uma nova vida mais tranquila e fora de conflitos. Ademais, as escolas em parceria com a população podem, criar campanhas, palestras e ações sociais, na perspectiva de conscientizar a todos sobre essa realidade e buscar sensibilizar, por intermédio do conhecimento, a empatia e a solidariedade com o próximo, com o fito de combater o preconceito e a prática de xenofobia.