As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 13/07/2019
Assim como ocorre em diversos países, o Brasil passa nos últimos anos por um debate acerca de como lidar com o fluxo de refugiados no país, como exemplo dos sírios e africanos que fogem de seus países devido a conflitos civis violentos. Num contexto de guerras e conflitos desencadeados por interesses ideológicos, políticos e econômicos, os indivíduos temem por sua segurança e embarcam numa longa jornada repleta de incertezas e angústias: a vida de refugiado.
Uma vez que saem de seus países natais, os refugiados se tornam muito vulneráveis frente ao novo e desconhecido, muitas vezes dificultado pela xenofobia, ao desamparo social devido aos problemas econômicos do país em que estão acolhidos . Apesar de a questão de acolher refugiados ser um dever moral e humano, isso também tem peso no lado econômico, quando não se tem adequada gestão dos recursos.
No entanto, há casos como na Suécia, em que os refugiados não são apenas aceitos, como também foram efetivamente integrados socialmente no mercado de trabalho, com direito à educação e outros direitos semelhantes aos de qualquer outro cidadão, e trouxeram, inclusive, resultados positivos para a economia. Embora a situação econômica do Brasil não deva ser comparada à de um país desenvolvido, não significa que adaptações não possam ser feitas a fim de que os refugiados tenham uma vida digna.
Logo, para que a acolhida dos refugiados se dê de forma mais harmônica, é necessário que o governo federal, em parceria com estados e municípios, crie políticas de integração dos refugiados por meio do acesso à educação, facilitação do reconhecimento de diplomas que, consequentemente, garantem mais oportunidades de emprego. Dessa forma, o refugiado não se torna apenas um dependente dos programas sociais, mas também um contribuinte para a sociedade.