As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
Nomeados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como pessoas que buscam asilo em outros países em virtude de perseguições, guerras ou violências, os refugiados encontram uma série de entraves. Não obstante, a recepção desses indivíduos se tornam notícias nefastas devido a um nacionalismo exacerbado, à ausência de políticas agregadoras ou até mesmo à falta de uma empatia mais humanística.
Em primeira análise, ressalta-se o nacionalismo em graus exagerados, que leve ao desrespeito ao outro apenas por ser de origem nacional diversa, gera a xenofobia ou aversão ao estrangeiro. Essa é uma realidade que está cada vez mais evidente, especialmente na Europa pela livre circulação de pessoas, uma vez que há mais de 25,4 milhões de pessoas em busca de refúgio, segundo a Agência da ONU para refugiados (ACNUR). Dessa forma, o etnocentrismo, o medo da perda do status socioeconômico e a ignorância às expressões interculturais, em muitos casos, impulsionam a ideia de que todo árabe é terrorista e que todo negro é inescrupuloso.
Outrossim, a ausência ou ineficiência de políticas públicas que permitam aos asilados se integrarem democraticamente ao país que o recebe, dificulta sobremaneira o desenvolvimento de uma empatia humanística. Todavia, pesquisas acerca do perfil socioeconômico dos refugiados, tal qual a que foi divulgada no Brasil em parceria com a ACNUR, em julho de 2019, pode dirimir inúmeros vieses discriminatórios sobre os exilados. Desse modo, os expatriados, os quais já fogem de uma situação de penúria, encontrariam políticas bem direcionadas, criadas por uma sociedade empoderada, não necessitando viver somente sob a tutela do Estado.
Evidenciam-se, portanto diversas dificuldades no acolhimento de refugiados. Para que aversões ou questões discriminatórias sejam minimizadas, urge a necessidade de melhor esclarecimento da população, por meio de divulgação de informações (palestras, vídeos, relatos pessoais) acerca da realidade dos exilados em ambientes comunitários - igrejas, escolas, universidades - intermediada por membros das secretarias municipais e estaduais integrantes da causa, da ACNUR e dos associados à ONGs, além de apoio de mecanismos midiáticos e sociedade civil engajada. Assim, haveria substancial melhora na recepção e integração dos refugiados às realidades receptoras.