As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
A força e o deslocamento são fatores pré-requisitos para a realização do trabalho e produção de energia. Assim como na Física, o mundo hodierno depende das transformações exercidas pelas forças sociais para que se obtenha uma visão mais empática no que concerne a questão dos refugiados, posto que, os diversos entraves enfrentados diariamente, configura-se de forma paradoxal ao direito à vida. Tais objeções, sistematicamente, estão relacionadas ao preconceito, bem como a não aceitação e regularização dos refugiado em certos países. Nessa acepção, é pertinente aferir tal cenário, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e econômicos.
Em primeira análise, é licito compreender o questionamento proposto pela escritora do século XX, Clarice Lispector, se afinal, o que mais importa é viver ou saber se está vivendo, correlacionado a situação atual vivenciada pelos refugiados, que, em resumo, aspiram, em especial, a sobrevivência. Isso, consoante ao Alto Comissariados da ONU para os Refugiados (ACNUR), que nutre a principal missão o ato de propiciar as populações deslocadas por guerras, conflitos e perseguições, o exercício dos direitos inerentes ao ser, bem como uma vida digna, livre de temor. Tal preceito, em suma é essencial, mas que, devido a fluxos massivos de refugiados, restringe certos direitos, impulsionando-os a situações degradantes que tornam escassas a esperança de um futuro melhor.
Outrossim, vale ressaltar o efeito que a falta de conhecimento, análoga a discriminação, possui no aumento as reveses nas receptividades dos refugiados. Segundo o Físico teórico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito; visto isso, é possível depreender que a aversão ao estrangeiro perpassa todos os obstáculos enfrentados pelos refugiados na integração social e local, sendo essa repulsa percebidas em diferentes nuances, de acordo com as diferentes nacionalidades, raças e religiões. Assim, a ausência de informações dissemina e reforça apatia entre os seres, impulsionando aos mesmos sentimentos do Expressionismo, em que o medo e a aflição sobressai a arte, mas nesse caso, salienta a vida.
Destarte, impende que o Governo de cada país adjunto com a ACNUR, atue na Integração Local dos refugiados, agregando os indivíduos ao país que resolveu aceita-lo e integrando-o a comunidade local, para que eles possam vir a ter todos os seus direitos estabelecidos por lei, vivenciados e assegurados no novo país em que irão morar. Ademais, a mídia deve atuar na disseminação de campanhas elucidativas, que visem desmistificar qualquer preconceito em relação aos refugiados, para que eles possam vir a ter uma vida digna, sem qualquer tipo de discriminação. Aumentando assim, ás chances de se alcançarem uma vida pragmática e realmente legítima e plural para os refugiados.