As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 15/07/2019

Durante a Segunda Guerra mundial, momento em que aconteceu a diáspora judia, configurou-se como a maior crise de refugiados, por perseguição social e religiosa. Por conseguinte, na contemporaneidade, como a violência ainda faz parte do cenário global, a crise de refugiados permanece sendo uma realidade. Dessa maneira, tal minoria enfrenta dificuldade de acolhimento em vários países, visto que, há o preconceito ao estrangeiro, oriundos de uma mentalidade reducionista, assim como carece de políticas públicas, que objetivem a superação dos obstáculos socioculturais, cujos persistem no século XXI.

Em primeiro plano, é inegável que, segundo o filosofo Locke, todos indivíduos têm direitos inalienáveis, dos quais os refugiados não usufruem, pois deixam forçadamente seu país de origem, pela ausência de liberdade, felicidade e propriedade privada. Desse modo, tal grupo ao se deslocar para novas fronteiras, enfrenta ausência políticas públicas que favoreçam sua inclusão. Nesse contexto, em países como o Brasil, não há medidas básicas para a inclusão dessa minoria, porquanto não lhes es oferecido cuidado médico, aulas de português e de costumes regionais. Assim, como o Governo brasileiro não disponibiliza meios para facilitar a comunicação, as barreiras culturais impediram o acolhimento do refugiado.

Em segundo plano, é notável que outro desafio é aceitação dos nativos a uma convivência pacifica com estrangeiros. Análogo a letra da música de Caetano Veloso “Narciso acha feio tudo aquilo que não é espelho”, percebe-se que o preconceito ao diferente é oriundo de uma mentalidade reducionista e egocêntrica, que impede de ver algo positivos no outro ser humano. Dessa forma, a ausência de empatia, junto ao egoísmo, torna o xenofobismo e racismo uma pratica tão pertinente na atualidade, de modo que essa segregação impede a participação de refugiados na convivência social e no mercado de trabalho, ainda mais que uma grande parcela dos refugiados não possui capacitação profissional.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, é necessário a atuação do Estado junto á sociedade para amenizar essa situação. Logo, urge a ONU propor aos países que, por meio de oficinas, nos centros educativos, ofereçam aos refugiados aulas da língua nativa, a fim de favorecer a consumição interpessoal, e posteriormente também é preciso que haja uma capacitação profissional desses indivíduos, por meio do cursos técnicos, ministrados por profissionais capacitados, que valorizem as diferenças culturais, para que sejam plenamente incluídos na sociedade. Ademais, urge que os mesmos Órgãos competentes, invistam em campanhas publicitarias, divulgadas nos meios digitais, que deslegitime o discurso preconceituoso, favorecendo assim, a aceitação das diferenças étnicas.