As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/07/2019
Os intensos conflitos e guerras civis, a violação dos direitos humanos e as más condições de vida têm levado milhares de pessoas, de países como Síria e Afeganistão, a fugirem para outras localidades, aliás, segundo a ONU, o mundo presencia o maior número de refugiados da história. Apesar de, enfrentarem riscos na saída de seus países, o que acontece principalmente pelo mar Mediterrâneo, as dificuldades não terminam com a imigração, pois, não é admissível que pedidos de asilo sejam protelados, por motivos preconceituosos.
Metade dos refugiados são crianças que sem a companhia de adultos tornam-se vulneráveis ao trabalho infantil e a exploração sexual. Além disso, a imagem do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, em uma praia turca, morto afogado em naufrágio com outros refugiados, chocou e sensibilizou o mundo. Pela discriminação e falta de empatia por parte de algumas pessoas, a entrada no mercado de trabalho lhes é negada.
No entanto, o que acontece é que muitos entram nos países ilegalmente ou são aceitos, mas não têm o suprimento dos direitos básicos do cidadão, como garantia de emprego. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 40% dos refugiados estão desempregados no Brasil, o que comprova que muitas pessoas ficam desamparadas, com problemas para suprir aluguel e alimentação. Logo, é evidente que esse problema impossibilita que o indivíduo recomece sua vida.
Contudo, países da Europa aderiram à causa dos refugiados, porém enfrentam a aversão de alguns cidadãos. Os tais afirmam que esses estrangeiros desfrutariam dos recursos e infraestrutura locais, sem contribuir para isso. Já outros enxergam a possibilidade de que os migrantes disputem com eles as oportunidades de emprego. Portanto, para que preconceitos e discriminações possam ser combatidos, deve-se promover a interação social, por meio de ações governamentais que possibilitem a oferta de empregos em áreas onde a mão de obra é escassa, de forma a equilibrar divergências.