As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/07/2019
Ao analisar o contexto histórico mundial, observa-se que a saída de pessoas do seu país de origem ocorre desde a antiguidade, fato que contribui para a existência da diversidade étnica e cultural num mesmo território, como é o caso do Brasil. No entanto, a chegada desses indivíduos em outras nações representa, muitas vezes, o aumento de dificuldades socioeconômicas. Assim, faz-se necessário discutir acerca dos desafios no acolhimento de refugiados.
Primeiramente, deve-se esclarecer a diferença que existe entre os termos “migrante” e “refugiado” baseada nas necessidades que os fazem buscar auxílio em outros países pois, enquanto o migrante busca melhoria na qualidade de vida, o refugiado procura fugir da realidade precária que assola sua terra natal, tendo como exemplo o deslocamento em massa ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial. Em consequência disso, muitos refugiados passam a viver de forma ilegal no território.
Em segundo lugar, é válido destacar que essa ilegalidade os expõe a problemas ainda presentes no século XXI, como o trabalho infantil e a exploração sexual, que trazem riscos para a saúde física e mental do indivíduo e afetam toda a sociedade, mesmo que seja de modo indireto. Além disso, a xenofobia e o racismo geram ansiedade e insegurança aos refugiados, episódio que dificulta a interação social e a entrada no mercado de trabalho.
Em análise desses fatores e à respeito dos refugiados, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirmou que não se consegue omitir suas presenças, pois eles são a personificação dos medos comuns à todos. A perda de conquistas de toda uma vida, pobreza inesperada e fim da segurança representam os receios de todos, mas que são presentes especialmente na vida dessas pessoas.
Diante dos fatos expostos, é perceptível que são necessárias mudanças nos países de acolhimento. Dessa maneira, o Governo desses países em parceria com a ONU devem investir em políticas de apoio aos refugiados, de forma que haja espaço para essas crianças nas escolas públicas para garantir seu direito de inclusão social e formação, além de haver oportunidades de emprego para que os adultos possam entrar no mercado de trabalho e possuir uma renda estável para manter o bem-estar de sua família. Ademais, propagandas desenvolvidas por empresas ou personalidades públicas em mídias digitais devem desenvolver o senso de cidadania e inclusão para com o indivíduo refugiado, para que o preconceito seja minimizado. Assim, essas pessoas terão sua dignidade e segurança respeitadas e defendidas pela sociedade que as acolhe.