As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/07/2019

Entende-se por “refugiado” qualquer pessoa que temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país. Sendo assim, muitas pessoas saem de sua nação desestruturadas, sem condições financeiras e até mesmo sem a documentação pessoal, e procuram abrigo em países que não oferecem o apoio devido diante de tal situação. Dessa forma, é imprescindível a elaboração de políticas públicas que promovam segurança social e econômicas aos refugiados.

Primeiramente, segundo o ex-ministro Luiz Paulo Barreto, o tema refúgio é tão antigo quanto a humanidade, muitas populações já tiveram que deixar o país de origem e buscar proteção em outras nações devido aos conflitos. Logo, diante de uma situação histórica, seria natural que os Estados estivessem preparados para disponibilizar recursos e políticas que promovam a sociabilização devida a esses indivíduos. Porém, discursos xenofóbicos e discriminatórios fazem parte da realidade de muitos expatriados nos diversos continentes, gerando ainda mais medo e insegurança nessas pessoas que são vítimas do caráter austero da humanidade.

Outrossim, diante do preconceito muitos governos afirmam que os refugiados atrapalham a economia do país, pois geram gastos aos serviços públicos oferecidos. Quando na verdade, de acordo com pesquisa divulgada na revista Science Advances, abrigar pessoas à procura de asilo provoca mudanças no PIB per capita, pois diminuem a taxa de emprego, aumenta os impostos arrecadados e cria um equilíbrio das finanças públicas. Contudo, esses exilados sofrem com a falta de oportunidades de emprego, com a fome e com a miséria frente a ignorância do governo.

Portanto, a aversão e a ausência de oportunidades dificultam o acolhimento de refugiados em todo o mundo. A fim de proporcionar qualidade nas condições de vida e formas de sociabilização dignas a essas pessoas, cabe ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) desenvolver políticas públicas que visem a adaptação desses imigrantes de acordo com a cultura de cada país de que forem designadas, por meio dos governos e de ONG’s que tenham experiência comprovada nesse cenário. Fornecendo, assim, segurança, emprego e moradia de qualidade para pessoas carentes de respeito e democracia.