As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/07/2019

Após intensa perseguição e genocídios praticados pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial, o termo refugiado foi designado para caracterizar grupos de pessoas que saem de seus países de origem em busca de asilo diante do iminente risco de morte, seja por questões étnicas, como no caso judeu, ou por conflitos armados, com muita ocorrência na atualidade. A esperança por melhorias, no entanto, tem encontrado empecilhos relativos ao preconceito e ao despreparo dos destinos, aspectos que devem ser analisados.

Inicialmente, cabe destacar o caráter impeditivo figurado pela xenofobia - aversão ao imigrante - para a solução desse problema. Segundo o pastor e ativista Martin Luther King, uma ameaça à justiça em um dado lugar, representa ameaça à justiça em todos os lugares, o que permite a análise do quanto o ser humano, diante de mazelas sociais como guerras e pobreza extrema, tem ido em direção oposta ao que defendia King, dadas as atitudes cada vez mais protecionistas de alguns países desenvolvidos ao negarem direitos básicos a esses cidadãos, ao passo que são guiados por uma visão segregacionista que claramente preza por antigos valores racistas e ultraconservadores economicamente, o que configura um cenário decadente dos direitos humanos.

Além disso, a precariedade das políticas de acolhimento dessa parcela é um notável impasse a ser apontado. Como a maioria dos locais de refúgio são países vizinhos, também desprovidos de muitos recursos, essa população encara sérias dificuldades em construir uma nova vida digna, uma vez que faltam oportunidades de emprego, pelo desconhecimento do idioma ou falta de experiência. Ademais, aumenta-se a taxa de problemáticas como mortes na tentativa de travessia via mar, exploração infantil e contágios de doenças endêmicas. Nesse sentido, tamanha marginalização cria um quadro de total anomia aos parâmetros universais idealizados pelos iluministas no século XVIII, base da filosofia ocidental.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade da atenuação das dificuldades sociais e econômicas enfrentadas pelos refugiados na atualidade. A fim de possibilitar uma maior adaptação à nova realidade, a ONU (Organização das Nações Unidas), aliada a Ong’s, deve criar centros de acolhimento em pontos geográficos estratégicos, nos quais promoverá atividades como qualificação profissional e ensino de idiomas, além da disponibilização de alojamentos temporários. Cabe ainda às mídias sociais o papel de produzir conteúdos de viés crítico acerca da aversão a minorias como essa. Dessa forma, os desafios do recebimento desses potenciais cidadãos colaboradores serão um problema do passado.