As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/07/2019

Esperança morta

O termo diáspora define o deslocamento, normalmente forçado, de grandes massas populacionais de uma zona determinada - geralmente conflituosa - para áreas de acolhimento distintas. O exemplo mais recente cujo estopim foi a onda de violência na síria, desencadeou uma inflamada crise política e humanitária na União Europeia e atraiu os holofotes de todo o mundo. Milhares de refugiados tentam chegar diariamente aos litorais europeus em busca de segurança e melhores condições de vida. Os que obtém sucesso ironicamente se deparam com abusos semelhantes aos que motivaram sua migração: violência, fome e perseguição.

Os esforços até agora demonstrados pelos países e organizações envolvidos se mostraram irrisórios perante a dimensão do problema. Campos de refugiados criados com a finalidade de oferecer abrigos temporários se tornaram rapidamente imensos aglomerados de pessoas  fragilizadas e vulneráveis a qualquer tipo de abuso. Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas, dentre os problemas apresentados o principal é a xenofobia, pois fomenta e legitima os casos crescentes de violência.

Além disso, com a chegada não prevista de cada vez mais pessoas, os recursos empregados já não são suficientes para suprir a demanda. Problemas como fome, sede, falta de medicamentos e insumos têm se tornado mais evidentes a cada dia.

A solução ideal para este problema, apesar de parecer utópica na atual conjuntura geopolítica do século XXI, é possível. Somente com a dissolução dos conflitos no oriente médio, através de ações globais coordenadas entre governos e organizações mundias, tais mazelas sessarão. Porém, é preciso incluir igualmente ações de curto prazo como programas de reinserção na sociedade, planos educacionais e investimentos em infraestrutura de aplicação imediata no gerenciamento da crise, atenuando seus efeitos.