As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 16/07/2019

Refugiado, segundo a ACNUR, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, é toda pessoa que devido a perseguição por raça, religião e ou opinião política se encontra fora de seu país de origem, assim não podendo regressar à ele. Diante disso, mesmo com a existência de leis formuladas, os países encontram dificuldades em abrigar e oferecer asilo a essas pessoas, que logo deparam-se com barreiras políticas e sociais no país acolhedor, como a burocracia, a xenofobia e a barreira linguística.

Diante do cenário destaca-se a burocracia como maior impasse para a regulamentação de refugiados uma vez que, o processo de  aprovação dos documentos legais é muito lento, tornando sua rotina uma sobrevivência diária, pois sem o Registro Nacional de Refugiado não se obtêm acesso a emprego, a assistência social, a moradia nem mesmo a serviços públicos como os de saúde. Além disso, as pessoas que possuem formação de nível superior passam por mais processos burocráticos gerando, segundo o Setor de Revalidação da USP, em média um custo de seis mil reais, no Brasil.

Desse modo, sem acesso a saúde básica, educação e emprego o refugiado ainda enfrenta mais uma obstáculo, a dificuldade à inserção social, que se dá por meio da xenofobia e da barreira linguística pois, os empregadores preferem não disponibilizar vagas a estrangeiros, o que acarreta um isolamento por falta de integração em sociedade, logo a população refugiada que com esperança tenta salvar-se de uma situação precária de guerras e conflitos, acaba por ter de enfrentar outros, como a solidão.

É importante que o Governo Federal de cada país, integrante da ONU, unam-se a fim da melhor aplicação e agilidade das regras da CONARE, além do incentivo à participação da população nacional, mediante reuniões e exposição do caso para estes, pois os países encontram-se a cada dia mais despreparados para receber os refugiados e de fato ajudá-los.