As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 19/08/2019

Viver em ambiente conflituoso é a realidade de um grande número de pessoas e um dos principais motivos para a saída de seus países de origem. Na tentativa de construir uma vida melhor, refugiados enfrentam jornadas longínquas, esperando estabelecer um espaço que garanta sua segurança e qualidade de vida até que o retorno aos seus lares seja possível. Entretanto, cabe aos países que acolhem essas pessoas garantir que esses procedimentos sejam feitos evitando alguns problemas passíveis de ocorrer. Que dificuldades são essas e como solucioná-las?

Primeiramente,  é preciso ter em mente que muitos refugiados não carregam bens que os permitam se manter assim que chegam. Para tanto, cabe ao Estado oferecer amparo para que essas pessoas possam se restabelecer em um país alheio. Isso implica em fornecer qualidade de vida que esteja de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantindo que elas gozem dos mesmos direitos que os naturais integrantes daquele país, como alimentação, saúde, acesso à justiça, oportunidades de trabalho, entre outros.

Também é responsabilidade do governo que recebe refugiados garantir que a sociedade em que eles serão inseridos esteja apta para tal. É possível que existam algumas más concepções relacionadas à condição dessas pessoas, como, por exemplo, a associação delas com o terrorismo. Cria-se, então, ambientes que não são propícios para o desenvolvimento social, o que pode impedir esses refugiados de criarem laços com outros indivíduos, conseguirem empregos, aprenderem novas línguas etc. Portanto, campanhas de conscientização podem ser aplicadas como medidas para driblar essa questão.

Por fim, é necessário um planejamento por parte dos Estados que pretendem incorporar refugiados em seu povo. Levar em consideração as atribulações que guiaram essas pessoas a saírem de seus países, planejar estratégias eficientes de incorporação desse grupo, como capacitação profissional para áreas as quais há demanda, e garantir acesso de qualidade ao suprimento de necessidades básicas são apenas algumas maneiras de tratar com dignidade esses indivíduos submetidos a condições tão desumanas que marchar rumo ao desconhecido é uma opção melhor que permanecer em sua própria casa.