As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 27/08/2019
O livro da ativista dos direitos humanos e das mulheres, Malala Yousafzai, mostra a triste realidade de muitos cidadãos ao redor do mundo, os quais lidam diariamente com a insegurança das guerras civis, da fome e, principalmente, do terrorismo. Assim sendo, diferencia-se um refugiado de um migrante aquele que é pressionado a sair do seu país de origem por causa da crise, como as supracitadas, enquanto, o segundo, não sai de sua terra necessariamente por tais opressões. Nesse hiato, urge debater as dificuldades bilaterais no acolhimento de asilados.
Mormente, quanto aos exilados, é demasiado difícil o percurso que os leva em busca de refúgio. Sob tal ótica, vale ressaltar o caso da criança síria encontrada morta na praia durante um trajeto de fuga, em 2015. A partir desse acontecimento, um debate mundial se instaurou, todavia, mesmo após 4 anos, crianças continuam morrendo entre fronteiras, assim como nos Estados Unidos da América (EUA), além de indivíduos se submeterem a trabalhos inferiores ao de seu hábito laboral para obterem alimento, assim como ocorre no norte brasileiro onde mulheres se prostituem, por exemplo. Em vista disso, nota-se que os refugiados não recebem auxílio humanitário, apesar do mundo globalizado.
Sobre outro ângulo, há a dificuldade e divergência mundial dos países em recebe-los e ampará-los. Semelhantemente, o filme “Pantera Negra” critica o silêncio do Rei de Wakanda, país fictício africano, em não ajudar seus “irmãos” que estão fora dali. Contudo, ao mesmo tempo, os governantes justificam ao dizerem que sua nação só estava segura, até então, justamente por não acolherem outros povos. Fora da ficção, em conformidade a ela, observa-se os esforços estadunidenses em construir um muro separando-os dos demais, e dessa maneira, exprimir que estão fechados aos refugiados. O Brasil, em contrapartida, tem se alinhado a políticas de aceitação de pedidos de asilos aos médicos cubanos, embora, ainda haja muitos entraves no norte do país no que diz respeito as condições dos abrigos.
Destarte, faz-se mister conciliar a ajuda humanitária ao combate terrorista e das desigualdades mundiais. Ademais, de imediato, no âmbito nacional cabe ao Governo dispersar para os demais estados a quantidade de refugiados – que hoje a fronteira não consegue mantê-los-, e em coalizão com Organizações Não Governamentais (ONG’s), encaminhá-los para abrigos apropriados, tal como, zelar para que tenham auxílio pedagógico, psicológico e médico. Em segundo plano, em âmbito mundial, encaminhar dados de acolhimento, por meio da Organização da Nações Unidas (ONU), com o fito global de auxiliar no combate aos problemas desses países. Desse modo, eles poderão retornar em segurança ao seu país de origem. Nesse ínterim, da mesma forma que com Malala, salienta que embora estejam longe da pátria, o sentimento nacionalista perdura.