As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 19/07/2019
Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, o escritor português José Saramago escreve: “Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que veem, cegos que vendo, não veem.” Hodiernamente, a realidade da sociedade cotemporânea é congruente a obra. Od indivíduos se ocultam a autenticidade sobre os refugiados no Brasil, os quais sofrem diariamente com os obstáculos impostos a sua adaptação, como a sua inserção ao trabalho e a luta contra os conceitos preconceituosos.
A princípio, é necessário resaltar as dificuldades do exilado para conseguir um emprego no país. Segundo a ONU, mais de 30% dos refugiados no Brasil têm ensino superior. No entanto, o emigrado passa por uma lenta burocracia para o estado reconhecer o seu diploma, a qual por diversas vezes é delongada devido a ausência de documentos adequados, dado que foram perdidos em consequência de sua saída repentina. Deste modo, o asilado tende a ficar desempregado ou aceitar empregos precários.
Ademais, o refugiado também sofre com os preconceitos brasileiros. No século XX, surgiu o Iluminismo, movimento filosófico e intelectual, o qual pregava que uma sociedade só progredia quando um se interessava pelo problema do próximo. Destarte, é visivel a divergência vivida pelo exilado, que é atacado pela população que se inseriu, devido conceitos intolerantes à sua cultura e principalmente à sua religião. Assim, prejudicando uma população que escolheu o país como refúgio, já fugindo de outros conflitos.
Portanto, segundo René Descartes, “Não existem métodos fáceis para problemas dificeis.” Logo, é viavel que o Ministério do Trabalho facilite a inserção dos refugiados ao labor, diminuindo a burocracia e promovendo empregos de qualidade, por meio de provas semestrais reconhecendo o certificado e de programas de emprego na sociedade para aqueles. E também, que o Ministério da Educação ensine desde a educação infantil a reconhecer e ajuda-los, através de estudos sobre os motivos que os trouxeram ao Brasil. Para que assim, a nação brasileira se distancie da obra de José Saramago e adapte os refugiados de forma adequada.