As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 26/07/2019

A história humana é marcada por umas constante diáspora, visto que ao longo do tempo sempre houve a saída de pessoas da sua terra natal por pressões e/ou conflitos. Em suma, os indivíduos que estão inseridas nesta dramática situação são denominados refugiados. Do mesmo modo, a contemporaneidade vive esse contexto e nações que recebem esses refugiados possuem diversas dificuldades no acolhimento, decorrentes do negligenciamento governamental por parte dos países e do preconceito por parte dos cidadãos, o que é preocupante por tratar de vidas.

Em um primeiro plano cabe ressaltar que o Estatuto do Refugiado de 1951 garante aos refugiados abrigo, proteção e dignidade. Todavia, muitos países cometem delito internacional ao não garantir esses direitos básicos, como é o caso dos Estado Unidos, que em 2018, envolveu-se em polêmicas por manter imigrantes e refugiados em um local análogo à prisão. Dessa forma, algumas localidades negligência a questão, solidificando barreiras e/ou aplicando tratamentos desumanos. Cabe ressaltar que muitos países encontram questões econômicas como impasse, no entanto, esse motivo não deve ser justificativa para o desrespeito dos direitos humanos, já que são alicerce para a vida humana.

Paralelo a isso há a aversão ao “diferente”, a xenofobia. Essas manifestações de hostilidade, indiferença ou ódio contra os estrangeiros demonstram falta de empatia e sensibilidade de muitos moradores dos locais de refúgio para os esperançosos. Em síntese, as pessoas aponham-se em discursos nacionalistas e de rancor, ignorando o fato de que poderiam estar na posição daqueles que pedem ajuda, ademais, ignora-se o enorme ganho cultural e a preservação dos “jovens: futuro das nações”, já que como bem dito pela refugiada Mariana Bah, em entrevista para a Carta Capital em 2016, “Somos jovens com sonhos. Não temos só histórias tristes, temos vitórias”. Com isso, a perpetuação desse “status quo” de individualismo reafirma a concepção de Thommas Hobbes de que o homem é o próprio inimigo do homem.

Dado o exposto, é evidente a necessidade de medidas intervencionistas para a problemática dos refugiados que é de ordem político-social. Para tanto, os órgãos de cunho migratório, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), devem cobrar dos países atitudes adequadas, além de apoiar com suporte de profissionais para a recepção e acomodação do refugiados. Somado a isso, os governos federais juntamento com as instituições educacionais devem promover palestras com a temática dos refugiados, através de apoios de ONGs, especialistas e de pessoas que viveram a situação, para que haja um desmonte do pensamento xenofóbico. Somente assim, haverá a formação de um mundo mais empático e devidamente humano.