As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 27/07/2019

A Segunda Guerra mundial conseguiu promover um grande deslocamento de pessoas. O medo, a fome e a violência fizeram inúmeros cidadãos deixarem seus lares com rumo a lugares extremos. Passaram-se séculos, as lutas se tornaram localizadas, e esses fatores ainda permanecem criando imensos obstáculos para os cidadãos que procuram auxilio ao fugirem de diversas ameaças. As dificuldades do acolhimento de refugiados é grande, seja pela falta de suporte urbano, seja pela ausência de acessibilidade.

Primeiramente, é importante ressaltar que as cidades estão despreparadas para receber novas pessoas. Os órgãos administrativos não possuem planos de auxílio, para oferecer comida, habitação e educação, recursos básicos aos recém chegados, e isso preocupa a todos. Exemplo dessa falta de preparo são os acampamentos para refugiados na Turquia, que são financiados por vários países europeus, para que os indivíduos fiquem retidos ali como prisioneiros, recebendo quase nada, tudo para que não cheguem a evidenciar o problema de ausência estrutural mais ao oeste continental, onde Portugal, Espanha ou Itália, não suportariam lidar com tamanho número de pessoas. Isso demonstra, o quanto  a existência de um estudo sobre acolhimento faz falta em todos os países.

Ademais, é válido salientar que acessibilidade é outra grande barreira ao novos integrantes que estão chegando de outro país. Por apresentarem cultura e idioma diferente, esses povos se deparam com a falta de assistência social e serviços específicos em um primeiro contato com a nova nação, o que dificulta de conseguir os mesmo direitos de um cidadão nativo, e com isso, a escola, o emprego, e condições humanas mínimas se tornam um desafio para a dignidade no novo lar dessas pessoas. Modelo disso, são os refugiados que permanecem ilegalmente durante anos nos novos locais em que estão se consolidando, mais não conseguem emprego porque não possuem carteira de trabalho. Isso revela, como a falta de serviços sociais específicos interfere negativamente na inclusão.

Portanto, é visível que as dificuldades do acolhimento de refugiados é um problema que persiste até contemporaneidade, porém pode ser minimizado. Cabe, a cada governo, através de medidas de planejamento, em conjunto com arquitetos, engenheiros, sociólogos, psicólogos e médicos, organizarem uma liga de apoio onde acampamentos serão melhor planejados e estarão preparados para receber as pessoas com dignidade, ofertando comida, abrigo e assistência à saúde. Urge, as prefeituras, disponibilizarem servidores públicos capacitados em orientar e cuidar de toda documentação necessária desses cidadãos para que eles se integrem na sociedade o mais rápido possível. Desse modo, o deslocamento que haverá nas cidades será o do sentimento de empatia e respeito ao próximo.