As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 01/08/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Conquanto, os desafios entrelaçados ao acolhimento de refugiados impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeira análise, cabe ressaltar a grande discrepância idealizada aos refugiados. Ademais, o bloco econômico União Europeia se volta para a ajuda humanitária e direitos humanos, por conta disso seria racional acreditar que a União Europeia faz jus à sua proposta. Contudo, a realidade é justamente a oposta e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de políticas públicas. De acordo com a ONU, apenas dez países acolhem 56% dos refugiados no mundo. Diante desse exposto é inadmissível esses indivíduos aceitarem as negligências do governo que ainda se encontram abrangentes.
Faz-se mister, ainda, salientar a xenofobia e o racismo presentes na sociedade como impulsionador do problema, pois as pessoas de origens distintas acabam recebendo um tratamento diferente por causa de sua aparência e por conta do seu país. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas, é a característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é necessário que essa população se sinta beneficiada em sua necessidade sem sofrer qualquer ato de discriminação.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o governo necessita cobrar postura aderente ao acolhimento dos refugiados, uma modificação nos programas sociais e nos meios midiáticos para a divulgação da necessidade que se encontra esses refugiados com palestras, anexos e divulgações juntamente com a ONU, estados e oficinas para esse tema que não é tão discutido, para que ocorra uma estimulação nos dados. Dessa forma, o mundo poderia superar essas dificuldades a partir dessas ações que são primordiais, e, espera-se também, uma melhoria das condições sociais e políticas desse grupo.