As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/08/2019
De acordo com um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano assegura-se do direito de procurar e receber proteção internacional em outro país, caso seja vítima de perseguição em seu local de origem. No entanto, países que não buscam dar suporte aos refugiados, seja pela falta de recursos, ou, até mesmo, pelo preconceito contra povos de outras regiões - xenofobia - impossibilitam que esse artigo se aplique integralmente na prática. Nesse contexto, esses desafios devem ser superados a fim de reverter essa problemática.
Conforme dados da ONU (Organização das Nações Unidas) cerca de 80% de todos os refugiados do mundo são abrigados por países em desenvolvimento, ou seja, que ainda não possuem os recursos necessários para a integração integral dessas pessoas. A falta de oportunidade de empregos (ou até mesmo, com a presença dele, porém, em condições precárias), de uma boa educação, saúde e moradia são apenas alguns dos desafios enfrentados por esses expatriados.
Além disso, deve-se lembrar do preconceito, muitas vezes enraizado, que essas pessoas sofrem. O sociólogo alemão Heitmeyer diz que “orgulho nacional gera xenofobia”, pensamento esse que se encaixa no principal discurso usado por esses preconceituosos. Dizem eles que, tem medo de perderem seus direitos e que não querem ter que competir por uma vaga de emprego com alguém que não é natural do país em questão, por exemplo.
Torna-se claro então, a necessidade de assegurar a dignidade e os direitos dos refugiados em meio a essa crise. A ONU, juntamente com o governo de cada país, deve tornar menos burocrática e mais segura a concessão do refúgio - acelerando a questão dos documentos necessários para a permanência deles, por exemplo -. Incentivar também, os países melhores desenvolvidos a ajudar essas pessoas dando suporte sempre que preciso e tornando as leis contra xenofobia mais severas, para assim, desmarginalizar tais vítimas.