As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 11/08/2019
Violência urbana. Evasão escolar. Preconceito social. Entre os fatores que contribuem para a degradação das relações sociais no Brasil, o desamparo aos refugiados representa um dos principais ataques à liberdade individual constitucionalmente prevista. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções relacionada a esse desafio atual.
Nesse contexto, é preciso destacar o pensamento de John Locke. Para esse filósofo, o contrato social funda o poder político, que visa garantir os direitos individuais. No Brasil, entretanto, o próprio Estado quebra o acordo sociopolítico, pois não consegue oferecer o necessário para o acolhimento dos refugiados, como alimentação, moradia, educação, oportunidade de emprego e também, assistência médica. Por isso, a população carecida de tais anteparos sofrem de uma alta desvalorização em território brasileiro, todavia, devido a migração que são forçados a fazer, os problemas encontrados nos países de acolhimento são irrelevantes aos que persistem em seus países de origem.
Ademais, outro problema enfrentado pelos refugiados no Brasil, é o preconceito da sociedade. Conforme a paráfrase do filósofo Jean-Jacques Rousseau, a sociedade tem uma mentalidade injusta e problemática, uma vez que atribui necessariamente aos refugiados a responsabilidade por sua condição; negando o estabelecimento da ocorrência de ditaduras juntamente aos problemas de fome e perseguição que essa população sofre em suas regiões de origem. Tal situação é caótica, contudo, mutável. Portanto, torna-se necessário o acolhimento da sociedade e do governo para com esses povos, e também, a luta para o estabelecimento da paz em todos os lugares.
Logo, de acordo com o pensamento de Thomas Hobbes: “as paixões que fazem o homem tender para a paz são o medo da morte, o desejo por coisas necessárias para uma vida confortável e a esperança de consegui-las através do trabalho”. De forma análoga, o alcance da paz e o bem-estar social se encontra nos entraves acerca do acolhimento do refugiados em território brasileiro. Dessa forma, é preciso que o Estado, mediante os poderes executivo, legislativo e judiciário, desenvolvam projetos de criação de casas de acolhimento destinados à imigrantes forçados, além de formar uma equipe especializada no cuidado dos mesmo, de modo a suprir as necessidades médicas e alimentares. Outrossim, o Ministério da Educação deve propor e estimular a empatia e o respeito, além do sentimento de ajudar o próximo, por meio de palestras com crianças, dentro das escolas. Para assim, atingir a paz, a qual os homens almejam, segundo Hobbes.