As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 13/09/2019

Muito comum durante as duas Guerras Mundiais, a guerra civil em Darfur e a atual crise venezuelana, refugiados deixam seu país de origem devido as perseguições religiosas, políticas, de raça ou guerras civis e violência, em busca de melhores condições de vida. Entretanto, o crescente número de pedidos de refúgio juntamente com o despreparo do país em recebê-los e a condição educacional das crianças e jovens refugiados, colabora dificultando o acolhimento dessas pessoas, mesmo com a ajuda de Órgãos e ONGs que buscam promover proteção, cuidados básicos e moradia temporária.

O Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) publicou um relatório informando que a maior parte das solicitações de reconhecimento da condição de refugiados no Brasil, em 2018, são de venezuelanos. Com o aumento desse número, independente do país de origem, refugiados não conseguem moradia fixa e vivem por anos em locais de residências temporárias disponibilizados como auxílio, a tendência é que a quantidade de requerimentos aumente e a área na qual estabelecem-se fique desprovida de moradias suficientes para atender a demanda, isso está relacionado, também, com a região em que localizam-se, normalmente próximos as fronteiras e em territórios em que há déficit de investimento até para a população nacional.

Outra dificuldade relacionada com o acolhimento é a condição educacional em que crianças que fugiram de seu país encontram-se, pois essas, com a devida inclusão nas escolas, podem mudar a realidade do país atual e o de origem, parafraseando Filippo Grandi, Alto Comissário da ONU. Ainda de acordo com a mesma organização, estima-se que 50% delas, não têm acesso à educação básica e quanto maior a faixa etária, maior a porcentagem de pessoas sem escolaridade adequada, deve-se ressaltar que muitas delas não tinham condições de estudar no país anterior, e no atual acabam por ser alvo de xenofobia e condições em que a saúde também é precária por falta de profissionais qualificados na região em que estão, além de, muitas vezes, aderir ao trabalho infantil que é proibido.

Portanto, para melhorar as condições de acolhimento de refugiados e diminuir a concentração deles em estados fronteiriços, o Governo e as ONGs, por meio da criação de núcleos de assistência a essas pessoas em específico, deve direcioná-los para outras partes da Nação, onde há presença de melhores infraestruturas, disponibilizando transportes coletivos. Além da criação de escolas, incentivando a ida de profissionais qualificados, construindo empresa pública para aumentar a disponibilidade de emprego para a comunidade dessas regiões e assim melhorando o país tanto para os habitantes nacionais quanto para refugiados.