As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 26/09/2019
Segundo a Acnur (Alto Comissariado da ONU para refugiados), o “total de refugiados pelo mundo chega a 70,8 milhões”, o que revela um elevado deslocamento de pessoas em busca de refúgio no cenário mundial. Nesse caso, um indivíduo ao ser vítima de perseguição se direciona a outro país que acredita oferecer melhores condições de vida. Entretanto, muitas vezes, a sua recepção não é muito agradável, já que há dificuldades em seu acolhimento, as quais causam diversos danos a esse estrangeiro. Sendo assim, dentre os principais problemas ligados ao tema, têm-se: a discriminação xenofóbica e a falta de políticas públicas inclusivas. Desse modo, são necessárias medidas que culminem com os entraves relacionados ao abrigamento de refugiados na contemporaneidade.
Primeiramente, destaca-se os preconceitos. Nesse sentido, o refugiado sofrerá com a intolerância, pois será vítima da xenofobia. Isso ocorre, sobretudo, porque os refugiados possuem cultura, religião e hábitos diferentes do país de refúgio, e os seus habitantes, sentem-se no dever de impor seus valores e não deixarem que eles sejam substituídos. Assim, se utilizam do etnocentrismo para propagarem uma dominação sobre os demais. Nesse contexto, se insere o termo violência simbólica, utilizado pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, que designa a violência exercida sem coação física, na qual o indivíduo dominante legitima sua superioridade em relação ao dominado, que se sente inferiorizado. Dessa maneira, a falta de empatia prejudica no recebimento dos estrangeiros.
Ademais, lembra-se acerca da carência de ações públicas. Nesse viés, os refugiados têm os seus direitos básicos, como moradia e educação, negados nos países nos quais se instalam. De acordo com o relatório da Nações Unidas, “Mais de 3,5 milhões de crianças refugiadas não tiveram acesso à educação em 2016” e isso se deve pela ineficaz acomodação que esses povos recebem, pois não há defesa em relação ao que lhes são justo para as suas sobrevivências. Dessa forma, o refugiado não é integrado e, assim, não tem qualidade de vida para conviver socialmente. Dessarte, o descaso referente a esses indivíduos revela os obstáculos sobre a sua proteção.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve as objeções no acolhimento de estrangeiros. Nessa perspectiva, os chefes de Estado - representantes da legitimidade de um Estado soberano - devem aderir a questão e promover atos que visem a adesão dos refugiados. Para isso, é preciso que haja campanhas televisivas, patrocinadas pelos governantes, que abordem o assunto mediante comerciais que mostrem a necessidade de se solidarizar, a fim de eliminar ideias xenofóbicas. Além disso, é importante que cada Governo crie políticas de inserção que garantam os direitos dos refugiados, com o objetivos de lhes darem melhores condições de vivência.