As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 20/09/2019

Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, no qual a estabilidade é dada pelo equilíbrio entre as partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido com as dificuldades enfrentadas no acolhimento de refugiados, o que totaliza em um precário asilo social, evidenciando a necessidade de analisar o cenário, a fim de reverte-lo.

É conveniente salientar, em primeiro plano, o contexto do refugiado em parâmetro global. Teoricamente, desterrados de qualquer nação, possuem seus direitos imprescindíveis assegurados pela ONU (organização das nações unidas). Contudo, nota-se que tais direitos são constantemente desrespeitados em meio às agremiações, deixando explícito a quebra do contrato social, defendido por John Locke, onde afirma que todo ser humano deve ter seus direitos básicos obrigatoriamente afiançados pelas autoridades.

Cabe ressaltar, em segundo plano, a negligência da população com a problemática em questão. Reflexo de um completo descaso empático, observa-se o aumento da discriminação e preconceito perante aos refugiados, que como conseguinte enfrentam dificuldades no convívio social, além de raras oportunidades de trabalho e estudantis. Tal panorama é muito bem difundido pelo sociólogo Bauman, que promete um estado de cegueira moral, onde é permitido que problemas como esse sejam banalizados em uma sociedade.

Torna-se evidente, portanto, tomada de medidas a fim de mitigar os impactos em resultância. Para isso, cabe à ONU em parceria com o Legislatório local, investir no estruturamento fiscal em países de maior incidência de refugiados, desenvolvendo mecanismos em que seja facilitado a inclusão e legalidade como cidadão. Além disso, é imperioso a criação de campanhas televisivas, que transmita à massa o apelo ao acolhimento e sobretudo a humanidade, sensibilizando o corpo social. Desse modo, será possível estabelecer o equilíbrio na questão em voga.