As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 18/09/2019
Tendo em vista a situação do mundo contemporâneo e os diversos conflitos e tensões presentes, compreende-se a existência dos chamados refugiados, indivíduos que por situações como essas acabam se vendo forçadas a deixarem seus países. Em busca de uma escapatória, vários encontram no Brasil uma oportunidade de se restabelecerem, porém, para que essa situação não afete negativamente o país, é preciso se atentar as consequências deste fenômeno e entender as causas que dificultam o acolhimento e a integração adequada dos mesmos na sociedade.
Um fator de extrema importância nesse contexto é salientado pela pesquisa liberada pelo site “Veja Abril”, que traz consigo o dado de que atualmente há cerca de um bilhão de moradores de favela no mundo. Dessa forma, é possível se traçar uma ligação direta com a presença de muitos refugiado que, por falta de oportunidades, vivem em condições precárias como no Brasil. Aliado a esse problema está ainda o fato de que o país não apresenta uma infraestrutura necessária para recebe-los, contribuindo assim para um crescimento desordenado das cidades.
Outro obstáculo a ser enfrentado está relacionado principalmente ao âmbito cultural, visto que ainda existem casos de preconceito com base em diferenças de costumes e hábitos, a chamada xenofobia. Esse acaba por ser um motivador para práticas desrespeitosas e até mesmo agressivas partindo de pessoas que normalmente, por falta de conhecimento, veem a situação como uma ameaça aos seus próprios costumes e até mesmo temem a tomada de suas vagas de emprego pelo estrangeiros.
Portanto, observando o já citado e buscando combater as causas que dificultam o acolhimento e integração de refugiados no Brasil, é necessário intervenções. O Estado por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, deve intensificar sua ação buscando crescimento organizado das cidades. Deve também haver ação conjunta entre o Poder Legislativo e o Ministério da Mulher, Família e Diretos Humanos, visando garantir direitos e oportunidades iguais a todos, por meio de ações e leis realmente efetivas.