As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 20/09/2019

O documentário Human Flow “Não existe lar se não há para onde ir” retrata a diáspora dos refugiados e os conflitos que enfrentam ao abandonarem seu país de origem para fugirem de guerras, miséria e confrontos políticos. Diante disso, averigua-se, a necessidade de acolhimento e apoio com aqueles que buscam por uma vida melhor longe de suas origens. Entretanto, a dificuldade enfrentada junto as ações preconceituosas, que levam a prática de xenofobia, ratificam as dificuldades de acolhimento de refugiados. Por essa razão, faz-se necessário pautar, no século XXI, a persistência desse preconceito e medidas para mitigar essa mazela social.

Segundo Immanuel Kant, em sua teoria do “Imperativo Categórico”, os indivíduos deveriam ser tratados, não como coisas que possuem valor, mas como pessoas que tem dignidade. Partindo desse pressuposto, nota-se que a sociedade, principalmente, de países ricos como a Europa e os Estados Unidos vivem em constante ataque aos imigrantes por acreditarem que eles são uma ameaça ao país, preconceito no qual é advinda de uma herança histórico-cultural que afirma que todos que seguem a religião Islâmica é terrorista. Tal realidade acarreta o crescente índice de ataques xenofóbicos.

Ademais, é válido ressaltar, ainda, a grande dificuldade em que o expatriado passa ao ao ser inserido no país em que o abriga. A instabilidade econômica gera inúmeras consequências negativas, dentre elas a forte aversão aos estrangeiros refugiados. Nesse sentido, países ricos incentivam a política de não aceitação dos imigrantes, com a justificativa de que tal abertura irá atrasar a economia, gerando uma disputa interna por trabalho e uma perda da identidade cultural local. Tal realidade entra em constaste com a Declaração de Direitos Humanos, na qual assegura a todo ser humano que seja vítima de perseguição o direito de se abrigar e receber proteção em outro país.

Infere-se, portanto, que as dificuldades de acolhimento dos refugiados é uma situação de crise humana. Sendo assim, cabe ao Governo em uma ação conjunta com a Mídia promover campanhas e palestras, visando informar e conscientizar a população sobre a verdadeira crise humana em que os refugiados passam, criando um pensamento de acolhimento, a fim de atenuar a prática de xenofobia. Ainda cabe ao Estado construir delegacias especializadas em crimes de ódio e discriminação, a fim de punir aqueles que vão contra a lei e fere os Direitos Humanos. Somado a isso, a ONU deve criar acordos mundiais, principalmente, com apoio de países ricos para mitigar a crise do abrigo para os refugiados. Dessa forma, o Imperativo categórico irá se cumprir na sociedade.