As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/10/2019

Os impactos do auxílio

A obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos retrata sobre uma família nordestina fugindo da seca e deslocando-se em busca de melhores condições de vida. Fora do contexto literário, esse cenário é a realidade de diversos povos, procurando refúgio da guerra e miséria de seus países. Porém, essas pessoas acabam enfrentando certas dificuldades, como a falta de políticas públicas visando seu suporte, o que influencia para alimentar a xenofobia enraizada.

Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Analogamente, o Estado tem o dever de garantir a integração dos refugiados na comunidade, permitindo assim sua contribuição na economia do país, ao fazerem parte da população economicamente ativa e de consumidores, gerando lucro e estabelecendo uma relação de diversidade e crescimento.

Porém, esse quadro não acontece na conjuntura atual, onde a imigração é vista como algo desfavorável, levando muitos indivíduos a agirem de forma preconceituosa  para com os estrangeiros, dificultando sua inserção na comunidade, pois encontrar emprego se mostra um obstáculo, por conta de xenofobia e dificuldade no idioma local.

Portanto, é papel do poder público tomar medidas para superar o quadro atual. Cabe ao Governo Federal investir na inclusão dos imigrados, por meio da oferta de cursos de idioma gratuitos, treinamento vocacional e o reconhecimento de suas qualificações acadêmicas. Assim, os nativos começaram a ver os impactos que ajudar o refugiados traz, como aumento do PIB, e deixarão o preconceito de lado. Logo, várias famílias conseguirão melhores condições de vida, como a desejada em “Vidas Secas”.