As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 08/10/2019

No filme “22 de julho” (baseado em fatos reais), é retratado um atentado na Noruega em 22 de julho de 2011, no qual um atirador retirou a vida de 69 refugiados. As vítimas escolheram a Noruega pensando estar protegidos dos conflitos do seu local de origem. “Queremos proibir a total imigração e se não concordar os ataques continuarão”,afirma Anderson Breivik, um jovem de 32 anos que se sentia ameaçado pelos imigrantes. Algo que retirou a liberdade e a segurança dos envolvidos. Já em cenários atuais, não se mostra uma realidade distante.É de conhecimento geral, as dificuldades do acolhimento de refugiados no mundo contemporâneo, no qual refugiados são vítimas de atentados, além de serem negadas pela sociedade,  vivendo em precárias condições de vida em campos de refugiados e favelas.

Em primeiro lugar, deve frisar os motivos pelos quais as pessoas abandonam seus lares emigrando para outros países.Segundo o mapa do site  aheadmkt, os povos tiveram que deixar suas terras natal,devido à conflitos políticos e religiosos . Ademais, a guerra Árabe-Israelense foi responsável por 700 mil refugiados em 1948, 2,7 milhões de refugiados na guerra do Balcãs em 1992, 2,5 milhões no Sudão em 2003  e 4 milhões na guerra da Síria em 2011. Nesse contexto, pode-se perceber que as guerras é a principal causa de refugiados no mundo contemporâneo, um problema global que necessita ser superado,  enquanto situação que põe em risco à saúde, alimentação e a segurança da população.

É notório que os refugiados necessitam de um lar, trabalho e alimentação para sobreviver. Visto que, segundo a declaração universal dos direitos humanos, o direito à saúde ,educação , alimentação, segurança e ao bem estar é um direito social de todos.Porém, percebe-se que essa lei é ineficiente quanto á questão do acolhimento de refugiados no mundo contemporâneo.Segundo o site veja abril, atualmente, em todo o mundo há um bilhão de refugiados vivendo em favelas em péssimas condições de vida , além disso, alguns migrantes vivem em média 17 anos em campos de refugiados, locais que deveriam ser de instalações temporárias. Neste contexto, é evidente análise para a problemática.

Infere-se portanto, que o problema precisa ser superado. A começar, cabe a ONU promover debates com todos os líderes dos países para que possam se unir e decidir medidas que combatem os conflitos locais diminuindo a emigração.Somado a isso,é importante que o Ministério da Cidadania juntamente com os Governos Estaduais,  crie o projeto “minha casa minha vida” especialmente para refugiados, para que os migrantes começam essa nova etapa com um lar. Ademais, que a ONU possa utilizar a mídia para promover propagandas de grande impacto com filmes, séries que incentivem a empatia pelos refugiados mostrando a realidade. Com o fim  de propor uma qualidade de vida aos migrantes , para que não sejam ignorados e não sofrem atentados como aconteceu na Noruega em 2011.