As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/10/2019
O documentário Human Flow: “Não existe lar se não há para onde ir” retrata a diáspora dos refugiados e os conflitos que enfrentam ao abandonarem seu país de origem para fugirem de guerras, misérias e confrontos políticos e ideológicos. Diante disso, averiguá-se a necessidade de acolhimento e apoio com aqueles que buscam por uma vida melhor longe de suas origens. Entretanto, a dificuldade enfrentada junto às ações preconceituosas, que levam à prática da xenofobia, ratificam as dificuldades de acolhimento desses imigrantes. Por essa razão, faz-se necessário pautar, no século XXI, a persistência desse preconceito e medidas para mitigar essa mazela social.
Segundo Immanuel Kant, em sua teoria do “Imperativo Categórico”, os indivíduos deveriam ser tratados, não como coisas quem possuem valor, mas como pessoas que têm dignidade. Partindo desse pressuposto, nota-se que a sociedade, principalmente de países ricos, como a Europa e Estados Unidos, vivem em constante ataque aos imigrantes por acreditarem que eles são uma ameaça para o país. Tal realidade entra em contraste com os dos países subdesenvolvidos, que apesar de ter uma economia mais fragilizada, são os que mais recebem os refugiados. Segundo dados da CONARE - Comitê Nacional para os Refugiados - no relatório: “Refugio em números”, o Brasil reconheceu até o final de 2017, um total de 10.145 de refugiados.
Ademais, é válido ressaltar, ainda, a grande dificuldade em que os expatriados passam ao serem inseridos nos países em que o abriga. A instabilidade econômica gera inúmeras consequências negativas, dentre elas a política de não aceitação dos imigrantes, com a justificativa de que tal abertura irá atrasar a economia, através de uma disputa por trabalho e uma perda da identidade local. Tal realidade entra em contraste com a Declaração dos Direitos Humanos, na qual assegura, a todo ser humano que seja vítima de perseguição, o direito de se abrigar e receber proteção em outro país.
Infere-se, portanto, que as dificuldades de acolhimento se tornou uma situação de crise humana mais grave desde a Segunda Guerra mundial, como afirma a ONU. Sendo assim, cabe ao Governo, em uma ação conjunta com a Mídia, promover campanhas e palestras, visando informar e conscientizar a população sobre os desafios que os refugiados enfrentam, a fim de atenuar a prática de xenofobia. Ainda, cabe ao Estado construir delegacias especializadas em crimes de discriminação, a fim de punir aqueles que vão contra a lei e ferem os Direitos Humanos. Somado a isso, a ONU deve intesificar os acordos mundiais, principalmente, de países ricos para mitigar a crise do abrigo para os refugiados. Dessa forma, o Imperativo Categórico irá se cumprir na sociedade.