As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 28/10/2019
A Crise dos Refugiados ganhou repercussão mundial em 2011 com a foto do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, morto na praia turca de Baldrum, após ele e a família tentarem uma travessia marítima perigosa para chegar à Europa. Esse fato levantou discussões sobre como acolher os refugiados oferecendo-lhe acesso à educação e ao mercado de trabalho.
Em primeiro ressalte, garantir educação aos refugiados é importante, pois, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, cerca de 52% dos indivíduos nessa situação são crianças. E também é indispensável, porque por meio da educação essas pessoas conseguirão integrar-se melhor na sociedade, assim diminuindo a xenofobia. Entretanto, os refugiados não devem ser banidos de praticar seus costumes e religiões para que isso aconteça, mas sim se habituarem a sociedade do país anfitrião.
Por segundo ressalte, outra esfera que envolve o acolhimento de refugiados é o mercado de trabalho. Existiram civilizações que assimilaram estrangeiros e os tornaram cidadãos iguais, como o Império Romano, diante disso, o mercado de trabalho atualmente é a melhor ferramenta que se tem para alcançar esse objetivo. No entanto, novamente a xenofobia cria uma barreira a esse grupo, e é muito difícil dizer que atitude pode ser tomada. Porém, uma ação viável é o caso da Constituição Brasileira que garante oportunidades de emprego aos asilados, mas privilegia o cidadão brasileiro.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para melhorar o acolhimento de refugiados no mundo, por meio da educação e do mercado de trabalho. Logo, é competência da Organização das Nações Unidas garantir que os asilados, principalmente crianças, tenham acesso à educação em escolas locais. Ademais, cabe a cada país estabelecer normas, como no Brasil, orientando as empresas, que devem privilegiar as capacidades do profissional. Tudo isso, para, também, combater a xenofobia.