As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/03/2020
Em 2015, diversos jornais divulgaram a imagem do menino sírio, Aylan Kurdi, de 3 anos, morto em uma praia turca na tentativa de fugir das atrocidades de seu país. Infelizmente, refugiados como Aylan encontram diversas dificuldades ao tentarem asilo em outra pátria. Nesse contexto, cabe citar obstáculos, como a falta de empatia por parte de alguns países, bem como a xenofobia praticada por pessoas desinformadas.
A priori, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, as pessoas estão cada vez mais individualistas, tese que pode ser comprovada ao se observar atitudes de alguns países que negam ajuda aos refugiados. Nesse contexto, a aversão de alguns países para com esses expatriados, se dá por conta do medo de que estrangeiros tomem seus lugares, optando-se, por exemplo, pelo combate às gangues que transportavam, de forma ilegal, refugiados.
Outrossim, Sócrates dizia que erros são consequências da ignorância humana, da falta de conhecimento. Dessa forma, entende-se como erro o fato de algumas pessoas ainda tratarem de forma discriminatória e xenofóbica esses refugiados, dificultando ainda mais a vida dos mesmos, pelo fato de que sua cultura é desconhecida. Tristemente, entre os anos de 2014 e de 2015 no Brasil, os casos de xenofobia aumentaram 633% de acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, demonstrando que a sociedade brasileira ainda vive na ignorância.
Diante dos fatos apresentados, é inegável, portanto, a necessidade de facilitar o acolhimento de refugiados no Brasil e no mundo. Desse modo, cabe à ONU, em parceria com países desenvolvidos, criar em projetos de acolhimento aos refugiados, por meio de instalações para moradia e para o acesso à saúde e educação, a fim de garantir os direitos básicos à vida. Para mais, cabe ao Governo brasileiro, divulgar informações por meio de palestras e projetos de interação com refugiados, a fim de diminuir casos de preconceito. Dessa forma, ao facilitar a vida desses expatriados, casos como o do menino Aylan não mais ocorrerão.