As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 30/03/2020
O livro estranhos á nossa porta do autor Zygmunt Bauman, retrata a crise vivenciada pelos refugiados; ele aponta que mais que uma crise migratória, vivemos uma crise humanitária. À vista disso, observam-se que além das dificuldades enfrentadas, ainda existem na sociedade brasileira, a persistência da xenofobia contra esses indivíduos, assunto pouco comentado em escolas e na sociedade, no qual essas pessoas vivenciam poucas oportunidades de trabalho e são excluídas socialmente.
Num primeiro momento, vale destacar a importância das agências que ajudam refugiados a encontrarem empregos no Brasil. Porém, não são todos que conseguem; de acordo com o jornal “O Globo”, até o ano de 2018, o Brasil recebeu mais de 150 mil solicitações de refugiados, acabou acolhendo 10.522 refugiados de 105 países. Assim, ficam os questionamentos: Como inserir todos no mercado de trabalho? E qual a vantagem de contratar um refugiado? Incontestavelmente, a diversidade é um dos motivos, as empresas aprendem e ganham com isso, pois tem contato com outros costumes. O impasse é não haver vaga de emprego para todos e nem sequer um projeto de inclusão.
Ademais, é indubitável o acolhimento para essas pessoas e devem ser preservados. Nessa perspectiva, o filósofo São Tomas de Aquino afirma que numa sociedade, todos os indivíduos devem ter igual importância, gozando assim dos mesmos direitos e se responsabilizando pelos mesmos deveres. Entretanto, o cenário é de refugiados sendo excluídos e convivendo diariamente com o preconceito, sejam em escolas, ambiente de trabalho ou hospitais; essa realidade aponta que vive-se em um ambiente empobrecido de diálogo e compreensão, portanto, algo precisa ser feito para solucionar tais problemáticas.
Em virtudes dos fatos mencionados, atitudes devem ser tomadas para sanar o impasse. Para começar, é imprescindível que o Ministério do Trabalho desenvolva um projeto juntamente com as empresas, vagas reservadas para refugiados, havendo uma entrevista de seleção para adequar cada pessoa a vaga ofertada e, assim, inseri-lós na sociedade. Em síntese, cabe às escolas o cumprimento do seu papel formativo, garantindo aos alunos, através das aulas de História e Sociologia, informações sobre a vida das pessoas que são obrigadas a saírem do seu país de origem e se refugiarem no Brasil, deixando claro que a empatia é importante. E assim como afirma Bauman, ao invés de muros, precisamos construir pontes.