As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 18/06/2020

A Guerra Civil Síria começou em 2011, após uma serie de protestos populares contra o governo de al-Assad. Desde seu inicio, estimasse que mais de 7 milhões de pessoas foram forçadas a deixar o país, sendo considerados, portanto, o maior fluxo de refugiados desde a segunda guerra mundial. No entanto, as dificuldades dos países vizinhos no acolhimento de refugiados demonstra um conjunto de novos obstáculos que eles precisam enfrentar. Nesse sentido, é importante compreender que a xenofobia e a falta de políticas públicas que vissem ser um melhor acolhimento dessa população, são causas que podem desencadear consequências catastróficas ao Brasil e ao Mundo.

A principio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a mentalidade retrógrada de parte da população, que em cisão tem aversão à estrangeiros, termo conhecido como xenofobia. No entanto, o preconceito gerido muitas vezes por falta de conhecimento e conscientização da população, leva a extremos que desencadeia tragédias. Um exemplo disso, foi o atentado em 2011 na Noruega, resultando em 77 mortes tendo como principal motivação ser contra a política de aceitação de imigrantes do governo norueguês. Ainda que, cada país, incluindo o Brasil, possui responsabilidades legais com emigrantes, de acordo com a Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, é evidente falhas nos elementos contra esse tipo de intolerância.

Outrossim, vale ressaltar que o descaso do estado perante esses exilados, tem gerado mazelas e até impasses para um possível crescimento econômico. De acordo com dados na Secretaria nacional de justiça, mais de 70% dos perfis de refugiados reconhecidos no Brasil em 2017, tem entre 18 e 59 anos, ou seja, esta entre a população economicamente ativa. Porem, devido a demora de reconhecimento de documentos legais e visto, além da falta de políticas inclusivas desses no mercado de trabalho, promove marginalizam essa população, aumentando em cascata, o trabalho informa e a criminalidade. Dentro dessa lógica, o uso da mão de obra por meio de inclusão seria mais benéfico.

Desastre, é notória que a as dificuldades que países enfrentam em acolher refugiados é pertinente . Logo, é necessário que o ministério da cultura em parceria com mídia devem desenvolver palestras e debates em escolas e meios de comunicações, através de entrevistas com vitimas da xenofobia, que expliquem em parte o que essas atitudes podem desencadear, de maneira a garantir uma maior lucidez e conscientização  ao tema. Ademais o Governo deve investir em política que visando uma maior eficiência, a regulamentação de documentos e validação profissional de refugiados, de maneira a poder oferecer incentivos a empresas privadas que empreguem esses refugiados, de maneira à estimular inserção destes no mercado de trabalho e na sociedade.