As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 06/07/2020

A dinâmica da migração dos povos refugiados remonta historicamente desde a idade antiga com a primeira grande diáspora dos judeus para escapar dos Assírios, retornando em diversos outros momentos, inclusive da história contemporânea, como na Segunda Guerra mundial, e mais recentemente na Guerra da Síria e na crise político-econômica da Venezuela.

Nesse sentido, para além desse viés histórico que permeia a humanidade, faz-se necessário compreender que a questão dos refugiados consequentemente está intimamente relacionada com histórias de opressão, xenofobia, guerras e pobreza, sendo portanto uma questão de ordem global necessitando ser discutida por todos os Países para construção de uma agenda conjunta sobre o tema.

O principal problema é a falta de coordenação e o protagonismo individual dos Países, pois ainda não se construiu uma política pública global que vá a fundo sobre o tema em questão, restando apenas as tentativas de resolução dos sintomas de forma isolada por cada Estado. Essa atitude revela um caráter de negação da urgência de necessidade do entendimento dificultando ainda mais o acolhimento dessas pessoas em situação de vulnerabilidade por não haver diretrizes e protocolos universalizados para o atendimento, acolhimento e condução da situação, variando bastante conforme o País anfitrião.

Além disso, a responsabilidade é de todos na medida em que é uma situação de grave crise nos Direitos Humanos em que pesem os impactos significativos para os refugiados que acabam sendo marginalizados pela sociedade pelos impeditivos à sua recepção e posterior inclusão.

Sendo assim, torna-se urgente e imprescindível a atuação da ONU como mediador e catalisador nesse processo para que seja criada uma agenda comum sobre o tema, a fim de que assim como ocorreu com o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, seja firmado no futuro um acordo global sobre refugiados.