As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 28/08/2020
“Refugio” vem do latim que significa lugar que garante proteção e segurança. Todavia, a condição de refugiado no mundo não garante estabilidade de direitos como descrito na etimologia latina, no qual os estrangeiros enfrentam dificuldades em permanecer e ser acolhidos nos países de destinos. Assim, tanto os problemas enfrentados no reconhecimento como fugitivo quanto os impedimentos na garantia básica de direitos, saúde e segurança são obstáculos no processo de aceitação desses retirantes.
Em primeira análise, é notória as dificuldades que os refugiados enfrentam em todo seu processo de fuga e principalmente no de acolhimento nos países de destino, em que passam por um procedimento lento de reconhecimento e precário de vivência. Desse modo, de acordo com o filósofo ateniense Sócrates, “Não sou ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo”. Entretanto, hodiernamente, a presença da distinção desses fugitivos prejudica no fornecimento de qualidade de vida dessas vítimas de violência e perseguição, no qual é fortemente presente no aceitamento desses estrangeiros.
Em segunda análise, é perceptível a fragilidade na garantia básica de direitos aos refugiados, no qual não possuem acesso à saúde, educação e segurança. Soma-se a isso, a ideia do general chinês e escritor do livro “Arte da guerra”, Sun Tzu, o qual acreditava que o homem é dotado de medos, principalmente do outro indivíduo. Nesse sentido, esses retirantes ao chegarem ao país de refúgio sofrem violências em forma de racismo e intolerância, em que as pessoas por temor reagem de forma agressiva e equivocada, no qual dificulta no processo de acolhimento desses cidadãos fugitivos.
Portanto, cabe aos Departamentos de Migrações, tomando como base o novo estatuto de refugiados de 2012, desenvolverem mecanismos de facilitação no processo de reconhecimento de expatriados, mediante o uso de tecnologias de cadastro e aprovação desses fugitivos no país destinado, com o fito de acelerar e promover melhor qualidade de vida para essas pessoas. É importante, também, que o Governo Federal, desenvolva projetos de conscientização dos indivíduos acerca das dificuldades enfrentadas por essas pessoas, por meio de palestras nas escolas e faculdades, e noticiários na TV, a fim de desenvolver um sentimento de empatia para com o outro e que os direitos descritos na etimologia latina sejam fornecidos.