As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 30/08/2020
A Guerra da Síria que se iniciou no ano de 2011, ocasionou o refúgio de inúmeras pessoas para diferentes Países, e especificamente, o Brasil que abraçou muitos imigrantes. No entanto, a busca por melhores condições de vida e por estabelecimento desses povos, transcorreu o preconceito e discriminação por parte dos brasileiros, principalmente, no mercado de trabalho, que por sua vez, continua traçando estes entraves até nos dias de hoje. De modo geral, apesar de existir órgãos responsáveis por acolher os refugiados no País, como a Agência da ONU para refugiados (ACNUR), há grande parte da população que ainda não aceita os mesmos. Tal aversão está na diversidade e vulnerabilidade dos imigrantes, de tal modo que, dificilmente, a língua falada é o português, assim como a cultura e religião são diferentes dos brasileiros. Ademais, o fato de estarem chegando sem nada, passa uma impressão para os contratantes, de que não têm capacidade para realizarem certos tipos de trabalho, ou seja, se forma uma onda de preconceito e desinformação. Desse modo, de acordo com uma pesquisa feita pela ACNUR, em 2019, mostra que 20% dos estrangeiros refugiados no Brasil vêm procurando trabalho, mas sem sucesso. Trata-se praticamente do dobro da taxa nacional de desemprego. Nessa perspectiva, muitas empresas não contratam estrangeiros, porém há muitos imigrantes que são formados em determinadas profissões, como por exemplo, engenharia, uma vez que estes acabam por adquirir trabalho muito a baixo do seus cargos e que ficam expostos a exploração. Desse modo, consequentemente, irá gerar o desempregado e contribuir para a desigualdade social na nação. Assim sendo, para a conscientização da sociedade brasileira, é importante que o Comitê Nacional de refugiados (Conare), juntamente, com o governo federal, discuta sobre a implementação de leis que viabilize o ingresso de refugiados em diversas empresas, sendo estes, graduados ou não. Posto que, para aqueles que não tem formação superior exerça cargos de aprendiz, e para os que possuem, possam atuar em áreas de suas formações.