As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 02/09/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: saúde, educação, lazer, segurança e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar as dificuldades do acolhimento de refugiados, na qual há o preconceito social, em consonância com a ineficiência estatal, como os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse cultural.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a inobservância do Estado, inerente aos âmbitos sociais, como a principal potencializadora desse problema. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa, na qual informa que cerca de 83% dos refugiados no Brasil encontram dificuldades em se instalarem em moradias adequadas. Dessa forma, com a falta de abrigos, o Brasil não consegue atender a demanda de refugiados, de modo a não garantir seus direitos universais, como a moradia, por exemplo. Logo, ocorre a intensificação das dificuldades no acolhimento dessas populações, tendo em vista a negligência do Governo.
Paralelamente a esse cenário, surge as antipatias sociais como reflexo desse alarmante panorama nacional. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade pós Revolução Industrial, menciona que a eficiência de uma causa social está relacionada ao consenso popular. Porém, o Brasil se destaca, negativamente, ao se perceber a direta relação entre: preconceito e refugiados, na qual, essa cultura, distanciam essas populações de uma adaptação no território brasileiro. Por conseguinte, é imprescindível ações governamentais para solucionar os problemas supracitados.
Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca dos refugiados no Brasil. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, por meio do direcionamento de mais verbas aos âmbitos sociais, construir locais de abrigos aos refugiados nas fronteiras e, fundamentalmente, nos interiores do Brasil, de modo que ocorra o compartilhamento cultural entre essas diferentes populações. Tal plano deverá focar, principalmente, em proporcionar uma qualidade de vida melhor aos refugiados e, além disso, acabar com os esteriótipos pejorativos, visto que ocorrerá uma melhor integração desses povos. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.