As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 10/09/2020

Segundo a Organização das Nações Unidas, refugiado é aquele que foi obrigado a deixar seu país por motivos de temor de perseguição e violência. Dessa maneira, essas pessoas fogem para outros países com esperança de encontrar melhores condições de vida. Entretanto, muitas vezes não conseguem atravessar as fronteiras, e aqueles que conseguem, sofrem xenofobia, desemprego e permanecem à margem da sociedade.

Em primeira análise, como citado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, toda pessoa tem direito de procurar asilo em outros países em caso de perseguição. Porém, quando o destino dos refugiados percebe ameaça à economia e cultura de sua pátria, o direito do expatriado é inexistente. No ano de 2016, a chanceler alemã Angela Merkel, posteriormente acolhedora das vítimas da guerra na Síria, declarou que com ajuda da Turquia e tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), fecharia as fronteiras da Alemanha para esses imigrantes, diante do crescente número de desemprego e crise econômica iminente.

Outrossim, no caso do país permitir a entrada dos refugiados, as dificuldades se estendem na busca por conforto. Os expatriados, vistos com intimidação, são obrigados a morar em favelas e se sujeitam a trabalhos desumanos, sendo esse infantil, prostituição ou escravização. Como retratado no livro “Refugiados: A Última Fronteira” da escritora Kate Evans, a condição de vida dessas pessoas após abandonar o caos do seu país, não melhora, pois sua opção é morar nos campos de refugiados, que se transformam em favelas, sem segurança e saneamento básico, impossibilitanto sua inserção no país, totalemente sem destino.

Por fim, as guerras e a destruição obrigam os indivíduos a se refugiarem em outros países, e tem por direito viver com conforto e dignidade, mas na realidade as precariedades não têm fim. Para auxiliar esses indivíduos, os países alvo dessas imigrações devem se reunir economicamente e realizar projetos para gerar emprego para os refugiados. Assim, a xenofobia seria minimizada e o Estado faria sua parte em respaldar para que pudessem reiniciar sua vida, com a construção de novas cidades no lugar das favelas, com saneamento básico e segurança promovida pelo governo. Somente assim essas pessoas finalizariam sua diáspora com sucesso.