As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 12/09/2020
No filme “Humanflow”, é retratada a situação dos refugiados durante travessias e imigrações ilegais, destacando os riscos presentes e a realidade de preconceito e discriminação que esses povos estão sujeitos. Hodiernamente, fora da ficção, embora após anos de evoluções sociais e diplomáticas, verifica-se uma dificuldade em se acolher imigrantes forçados, haja vista sua relação com a resistência governamental e populacional. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas a fim de solucionar essa grave e atemporal problemática.
Em primeiro plano, por motivações religiosas e ideológicas defasadas, o povo Judeu foi forçado à deixar sua terra natal, seja durante a Diáspora, seja durante o Holocausto nazista. Na atualidade, embora em outra conjuntura, movimentos populacionais em massa ainda são verificados, apesar de muitas nações criarem empecilhos para a entrada desses indivíduos nos seus territórios. Esse fato é elucidado pela postura de algumas confederações europeias no trato dos refugiados Sírios, que, ao alegarem falta de estrutura física bastante, como hospitais e moradias e ausência de recursos financeiros para administrarem essa situação, fortalecem fronteiras e reforçam as fiscalizações. Sendo assim, é notório que essa ação rebaixa o senso de fraternidade mundial, a medida que Direitos Humanos são violados e cidadãos perdem sua dignidade inata em cenários deturpados.
Ademais, embora as ações governamentais sejam catalisadores dessa problemática, é fundamental destacar a participação popular nesse cenário. Diante dessa máxima, Hannah Arend´t, no seu livro “Eichmann em Jerusalém”, buscou evidenciar a banalidade do mal e o nascimento dos discursos de ódio no mundo. Desse modo, muitos extremistas, movidos por ideologias xenófobas e racistas, veiculam a entrada de refugiados com crises de desemprego, atos terroristas e aumento da violência, o que, mesmo não sendo uma verdade, acaba por convencer grande parte da população a se colocar contra os refugiados, o que dificulta, dessa forma, o seu estabelecimento em um novo país. Nessa ótica, a defasagem no que se refere à moralidade e ao pensamento crítico reverbera as atuais complicações, em que bandeiras retrógradas ganham força e indivíduos morrem pela falta de ajuda.
Portanto, com o intuito de solucionar esse quadro, é dever da Onu, na figura da sua agência de refugiados, desenvolver projetos de acolhimento para os refugiados, desenvolver projetos de acolhimento para os imigrantes forçados, mediante a participação dos países estratégicos e de recursos arrecadados do capital público e privado, o que possibilitará a criação de polos receptivos nas regiões mais indicadas, o que contribuirá para a minimização desse problema e edificação de um mundo mais progressista, fraterno e humanitário.