As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 06/10/2020

O filme “O menino do pijama listrado”, retrata a história de dois garotos durante a Segunda Guerra Mundial, Shmuel de 8 anos é submetido à viver em um campo de concentração para refugiados judeus, enquanto seu amigo Bruno vive em uma família de classe alta. Nesse contexto, a obra é o retrato de uma crise humanitária refletida em diversos cantos do mundo. Fora da ficção a realidade apresentada não é diferente, visto que, a xenofobia e as precárias moradias impostas aos refugiados são causadoras de diversos problemas.

Constata-se, a princípio, a xenofobia como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo, nesse caso, aos refugiados. Entretanto, nota-se, no Brasil, que o preconceito imposto a eles, corroboram para à aversão da população, rompendo com as defesas do filósofo iluminista.

Outrossim, segundo a Constituição Federal de 1988, qualquer refugiado tem o direito de abrigo. Entretanto a realidade contraria a lei, visto que, milhares de refugiados são submetidos à precariedade de respeito e moradia. Ademias, pesquisas apontam que o acolhimento aos refugiados se torna ainda mais difícil se sua cor de pele, nacionalidade ou religião constatarem com a “naturalidade” do país.

Depreende-se, por fim, a importância de combater a xenofobia e os preconceitos impostos aos refugiados. Logo, medidas governamentais podem ser tomadas para reverter esse cenário. Posto isso, cabe ao Ministério da Justiça  a criação de novas leis que garantam moradia e alimentação aos refugiados, a fim de reduzir o índice de falta de moradia. Além de propagar por meio da mídia, mensagens com o intuito de evitar a xenofobia. Desse modo, o desenvolvimento social melhoraria, e menos refugiados sofreriam.